{"id":1464,"date":"2020-06-28T13:43:33","date_gmt":"2020-06-28T13:43:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1464"},"modified":"2021-01-28T14:01:09","modified_gmt":"2021-01-28T14:01:09","slug":"kazibwa-specioza-wandira-1955","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/kazibwa-specioza-wandira-1955\/","title":{"rendered":"Specioza Wandira Kazibwa (1955)"},"content":{"rendered":"\n<p>Vice-presidenta de Uganda. Estudou no col\u00e9gio cat\u00f3lico Mount Sinai Saint Mary&#8217;s Namagunga, um internato feminino na cidade de Lugazi, formou-se com destaque nos exames do ensino m\u00e9dio e em 1974 ganhou um lugar na Universidade Makerere, a principal institui\u00e7\u00e3o de ensino na \u00c1frica Oriental, onde obteve o grau de bacharela em Medicina Humana e Cirurgia. Tamb\u00e9m fez Mestrado em Medicina na mesma institui\u00e7\u00e3o, especializando-se em Cirurgia Geral e qualificando-se como M\u00e9dica Consultora, e obteve o Doutorado pela Universidade de Harvard.<\/p>\n\n\n\n<p>Kazibwa come\u00e7ou sua carreira pol\u00edtica como membro da ala jovem e juvenil do Partido Democr\u00e1tico de Uganda. Nos anos 1980, tornou-se membro do Movimento Nacional pela Resist\u00eancia, liderado por Youweri Museveni, que mais tarde se tornou presidente de Uganda.<\/p>\n\n\n\n<p>Specioza Kazibwa foi uma das mulheres nomeadas para servir no gabinete em 1989, quando se tornou Vice-Primeira-Ministra e Ministra da Ind\u00fastria, cargo que ocupou at\u00e9 1991. Ela foi promovida a Ministra do G\u00eanero e Desenvolvimento Comunit\u00e1rio (1991-1994) e passou a ocupar assento no Parlamento como representante de Kigulu, no sul do distrito de Iganga.&nbsp; Desempenhou papel fundamental na introdu\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usulas com direitos das mulheres na reda\u00e7\u00e3o da nova constitui\u00e7\u00e3o de Uganda (1994-1995), e na amplia\u00e7\u00e3o de sua representatividade nas inst\u00e2ncias legislativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto alto de sua carreira p\u00fablica ocorreu entre 1996 e 2000, quando ela assumiu o cargo de Vice-Presidenta do pa\u00eds e Ministra da Agricultura, Industria Animal e Pesqueira. Tratava-se de um setor importante, considerando que Uganda tem estrutura basicamente agr\u00e1ria, e que as mulheres s\u00e3o respons\u00e1veis por 80% da produ\u00e7\u00e3o rural.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal contribui\u00e7\u00e3o de Kazibwa para o povo de Uganda e o continente foi defender a causa das mulheres africanas. Em 1998, ela trabalhou em estreita colabora\u00e7\u00e3o com a extinta Organiza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Africana para estabelecer o Comit\u00ea das Mulheres Africanas para a Paz (AWCPD), do qual ela se tornou presidenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ASEKA, E. M. <strong>Transformational leadership in East Africa<\/strong>: politics, ideology and community. Kampala: Fountain Publishers, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>KANYORO, Musimbi R. A.; ROBINS, Wendy S. R. (Eds.). <strong>The power we celebrate<\/strong>: women\u2019s stories of faith and power. Genebra: WCC Publications, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p>KIRUTHU, Felix Macharia. &#8220;Specioza Wandira Kazibwa\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 319-320.<\/p>\n\n\n\n<p>TRIPP, Aili M. The politics of autonomy and cooptation in Africa: the case of the Uganda Women\u2019s Movement. <strong>Journal of Modern African Studies<\/strong>, v. 39, n. 1 p.&nbsp; 101-128, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>TRIPP, Aili M.. <strong>Women and politics in Uganda<\/strong>. Kampala: Fountain Publishers, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vice-presidenta de Uganda. Estudou no col&eacute;gio cat&oacute;lico Mount Sinai Saint Mary&rsquo;s Namagunga, um internato feminino na cidade de Lugazi, formou-se com destaque nos exames do ensino m&eacute;dio e em 1974 ganhou um lugar na Universidade Makerere, a principal institui&ccedil;&atilde;o de ensino na &Aacute;frica Oriental, onde obteve o grau de bacharela em Medicina Humana e Cirurgia. 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