{"id":1500,"date":"2020-06-28T14:41:29","date_gmt":"2020-06-28T14:41:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1500"},"modified":"2021-01-22T20:17:00","modified_gmt":"2021-01-22T20:17:00","slug":"pumla-kisosonkole-1911-1997","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/pumla-kisosonkole-1911-1997\/","title":{"rendered":"Pumla Kisosonkole (1911\u20131997)"},"content":{"rendered":"\n<p>Mulher p\u00fablica e ativista de organiza\u00e7\u00f5es de mulheres na Uganda durante o per\u00edodo colonial.&nbsp; Nasceu na \u00c1frica do Sul, onde come\u00e7ou sua forma\u00e7\u00e3o em escolas mission\u00e1rias. Depois continuou sua forma\u00e7\u00e3o em Londres, onde estudou Pedagogia e publicou um panfleto intitulado <em>Education as i saw it in England <\/em>(A educa\u00e7\u00e3o como eu a vejo na Inglaterra).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1939 Pumla conheceu e casou com Christopher Kisosonkole, que era de Uganda, pa\u00eds em que ela passou a morar, e onde deu in\u00edcio \u00e0 vida pol\u00edtica. Em 1956 ela foi a primeira mulher africana nomeada para ser representante do Conselho legislativo de Uganda junto ao governo brit\u00e2nico (1956-1958), e teve participa\u00e7\u00e3o legislativa durante o processo de independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela se tornou a primeira africana a ser presidenta do conselho de mulheres da Uganda (UCW) (1957), cargo que deteve durante quatro anos. Kisosonkole tamb\u00e9m foi eleita presidenta do Conselho Internacional de Mulheres (1959-1962). Foi incans\u00e1vel defensora das mulheres, promovendo a lideran\u00e7a e aumentando sua visibilidade e legitimidade na cena nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1963, Milton Obote, o Primeiro-Ministro de Uganda, a indicou como representante na delega\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Uganda. &nbsp;Kisosonkole tamb\u00e9m trabalhou como especialista em alfabetiza\u00e7\u00e3o na UNESCO nos anos 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela foi uma das poucas mulheres de Uganda colonial que se envolveu em pol\u00edtica e que teve poder para tomar decis\u00f5es em \u00e2mbito nacional. Kisosonkole \u00e9 conhecida por quebrar barreiras de g\u00eanero como parlamentar e por defender a lideran\u00e7a das mulheres e o avan\u00e7o das quest\u00f5es de g\u00eanero<strong>,<\/strong> tanto em organiza\u00e7\u00f5es governamentai<strong>s q<\/strong>uanto em Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MILLER, Kim. \u201cPumla kisosonkole\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 393.<\/p>\n\n\n\n<p>TAMALE, Sylvia. <strong>When hens begin to crow<\/strong>: gender and parliamentary politics in Uganda. Abington: Routledge, 2018 (or. 1999).<\/p>\n\n\n\n<p>TRIPP, Aili Mari. Women\u2019s mobilization in Uganda: nonracial ideologies in European-African-Asian encounters, 1945-1962. <strong>The International Journal of African Historical Studies<\/strong>, v. 34, n. 3, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>TRIPP, Aili. <strong>Women and politics in Uganda<\/strong>. Madison: University of Wisconsin Press, 2000.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulher p&uacute;blica e ativista de organiza&ccedil;&otilde;es de mulheres na Uganda durante o per&iacute;odo colonial.&nbsp; Nasceu na &Aacute;frica do Sul, onde come&ccedil;ou sua forma&ccedil;&atilde;o em escolas mission&aacute;rias. 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