{"id":1506,"date":"2020-06-28T14:51:49","date_gmt":"2020-06-28T14:51:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1506"},"modified":"2021-01-22T18:44:17","modified_gmt":"2021-01-22T18:44:17","slug":"grace-kodindo-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/grace-kodindo-1960\/","title":{"rendered":"Grace Kodindo (1960)"},"content":{"rendered":"\n<p>Ativista e m\u00e9dica, nasceu na cidade de Doba localizado no sul da Prov\u00edncia de Logone Oriental, no Chade. Seu pai, Jean Kodindo Demba, era oficial do governo em diversas prov\u00edncias sob autoridade do regime do partido progressista do Chade &#8211; PPT &#8211; cujo l\u00edder era Fran\u00e7ois Tombalbaye (1960-1975). Kondino teve quatro irm\u00e3os e irm\u00e3s dos mesmos pais, assim como outros(as) quinze irm\u00e3os(\u00e3s) nascidos de seu pai e as outras&nbsp; esposas dele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta da influ\u00eancia do pai e das viagens que ele fazia pela \u00c1frica Ocidental e Fran\u00e7a, ele insistiu que ela e seus irm\u00e3os estudassem. Ao final dos seus estudos secund\u00e1rios, em 1970, Grace recebeu uma bolsa de estudos do governo canadense que a permitiu ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade de Montreal. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1977 Grace voltou ao Chade e come\u00e7ou a trabalhar como uma das poucas m\u00e9dicas no pa\u00eds e em 1979 se casou pela primeira vez com Am\u00f3s R\u00e9oulengar, membro do alto escal\u00e3o do governo ditatorial de Hissene Habr\u00e9, com quem teve dois filhos. Na \u00e9poca, trabalhou na capital de N\u2019Djamena (1977-1979). Durante a Guerra Civil ocorrida em 1979 ela ent\u00e3o trabalhou com uma m\u00e9dica americana no sul do pa\u00eds, e come\u00e7ou a se preocupar em promover melhor acesso ao cuidado ginecol\u00f3gico para mulheres. Nos anos 1980 continuou seus estudos como ginecologista e trabalhou por quatro anos no Sud\u00e3o Oriental &nbsp;mesmo recebendo uma bolsa da Uni\u00e3o Europeia para aprofundar os estudos, ela escolheu ficar na \u00c1frica j\u00e1 que ela sabia que encontraria diferentes doen\u00e7as que n\u00e3o veria na Europa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1990, participou de um programa de apoio financiado pelo governo da Fran\u00e7a para fazer diminuir a alt\u00edssima taxa de mortalidade infantil no Chade. Por este e outros trabalhos em obstetr\u00edcia e Servi\u00e7o social ela foi premiada pela Universidade de Columbia (2000) e passou a dar cursos na Escola de Sa\u00fade P\u00fablica Mailman, da mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu reconhecimento foi maior ap\u00f3s o document\u00e1rio da BBC <em>Dead mums don&#8217;t cry<\/em> (M\u00e3es mortas n\u00e3o choram) (2005), que divulgou a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o das mulheres e mortalidade infantil. Muitas pessoas na Inglaterra arrecadaram dinheiro e uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos chamada <em>Hope for Grace<\/em> foi criada. O dinheiro era para programas de sa\u00fade das mulheres no Chade e outros pa\u00edses africanos. Essa e outras iniciativas foram muito importantes para os profissionais m\u00e9dicos africanos e um exemplo crucial do papel na mulher no mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>NEILSON, Jim. Panorama; Dead mums don\u2019t cry. <strong>BMJ Journals<\/strong>, n. 331, p. 355, 2005: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1136\/bmj.331.7507.55-a\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1136\/bmj.331.7507.55-a<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cGrace Kodindo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 406-407.<\/p>\n\n\n\n<p>TUBIANA, Marie-Jos\u00e9. <strong>Parcours de femmes<\/strong>: les nouvelles elites, entretiens, 1997-2003. Paris: S\u00e9pia, 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ativista e m&eacute;dica, nasceu na cidade de Doba localizado no sul da Prov&iacute;ncia de Logone Oriental, no Chade. 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