{"id":1518,"date":"2020-06-28T15:24:12","date_gmt":"2020-06-28T15:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1518"},"modified":"2021-02-03T23:28:24","modified_gmt":"2021-02-03T23:28:24","slug":"ellen-kwzwayo-1914-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/ellen-kwzwayo-1914-2006\/","title":{"rendered":"Ellen Kwzwayo (1914-2006)"},"content":{"rendered":"\n<p>Escritora sul-africana e ativista anti-apartheid.&nbsp; Nasceu como Nnoseng Ellen Kate Serasengwe em Thaba Patchoa, regi\u00e3o do Estado Livre de Orange, na \u00c1frica do Sul. Era tamb\u00e9m conhecida como Cholofolo, que na l\u00edngua setswana significa \u201cEsperan\u00e7a\u201d, e Motlalepule, que significa \u201cAquele(a) que chega em dia chuvoso\u201d. Seus pais se divorciaram quando ela era beb\u00ea, e ela foi criada pela m\u00e3e numa fazenda que pertencia ao av\u00f4. Estudou na escola mission\u00e1ria de Saint Francis College e em um internato em Mariannahill, na cidade de Natal, e ao ser formada como professora come\u00e7ou a atuar no magist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu engajamento pol\u00edtico cresceu nos anos 1930, quando participou da Conven\u00e7\u00e3o de Todos os Africanos (1937), grupo que buscava o bem-estar social e pol\u00edtico da \u00c1frica do Sul e estabelecer estrat\u00e9gicas para o avan\u00e7o econ\u00f4mico e pol\u00edtico dos negros. Tamb\u00e9m integrou o Conselho Nacional de Mulheres Africanas \u2013 NCAW (1938) e foi eleita para a secret\u00e1ria da sess\u00e3o desta organiza\u00e7\u00e3o em de Thaba\u2019Nchu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1941 ela casou-se pela primeira vez com um diretor de escola e teve dois filhos. Por\u00e9m, a uni\u00e3o n\u00e3o foi feliz e ela deixou marido e voltou a morar com pai em Johanesburgo, quando trabalhou como professora e se juntou \u00e0 Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano &#8211; ANC, a fac\u00e7\u00e3o liderada por Nelson Mandela, Oliver Tambo e Walter Sisulu. Embora fosse uma das poucas mulheres envolvidas na organiza\u00e7\u00e3o, foi eleita secret\u00e1ria (1946).<\/p>\n\n\n\n<p>Com o segundo marido, que era um pintor, mudou-se para o bairro de Soweto (1950), onde se envolveu na organiza\u00e7\u00e3o de clubes da Juventude da \u00c1frica do Sul, e se confrontou reiteradas vezes \u00e0s determina\u00e7\u00f5es racistas e segregacionistas. Em outubro de 1977, aos 63 anos de idade, foi detida sem julgamento por 5 meses por seu ativismo. Ap\u00f3s a liberdade, deu continuidade \u00e0s atividades sociais e pol\u00edticas junto ao Conselho de Irm\u00e3s Zamani de Soweto, um atuante grupo de mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua autobiografia <em>Call me woman<\/em> (Chame-me mulher) (1985), com o pref\u00e1cio e posf\u00e1cio das escritoras Nadine Gordimer e Bessie Heard, foi aclamada pela cr\u00edtica como autora, o livro alcan\u00e7ou grande sucesso popular, e lhe rendeu um diploma honor\u00e1rio em Literatura da Universidade de Witwatersrand (1987). Alguns anos mais tarde publicou <em>Sit down and listen<\/em> (Sente-se e ou\u00e7a) (1990), um comp\u00eandio de par\u00e1bolas que tamb\u00e9m teve sucesso editorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim do Apartheid Ellen foi eleita como parlamentar na primeira elei\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica (1994) e cumpriu o mandato por cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Recebeu a Ordem do M\u00e9rito do presidente Nelson Mandela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GARRITANO, Carmela. J.. At an intersection of humanism and postmodernism: a feminist reading of Ellen Kuzwayo\u2019s&nbsp; Call me woman. <strong>Research in African Literatures<\/strong>, v. 28, n. 2, p. 57-65, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>HEALY, Meghan. \u201cEllen Kuzwayo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 448-449.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>LEWIS, Desiree. Gender myths and citizenship in two autobiographies by South African women. <strong>Agenda<\/strong>, v. 40, p. 38-44,&nbsp; 1999.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora sul-africana e ativista anti-apartheid.&nbsp; Nasceu como Nnoseng Ellen Kate Serasengwe em Thaba Patchoa, regi&atilde;o do Estado Livre de Orange, na &Aacute;frica do Sul. Era tamb&eacute;m conhecida como Cholofolo, que na l&iacute;ngua setswana significa &ldquo;Esperan&ccedil;a&rdquo;, e Motlalepule, que significa &ldquo;Aquele(a) que chega em dia chuvoso&rdquo;. 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