{"id":1539,"date":"2020-06-28T16:09:45","date_gmt":"2020-06-28T16:09:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1539"},"modified":"2021-01-28T12:55:54","modified_gmt":"2021-01-28T12:55:54","slug":"doris-lessing-1919-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/doris-lessing-1919-2013\/","title":{"rendered":"Doris Lessing (1919-2013)"},"content":{"rendered":"\n<p>Romancista e escritora de contos, vencedora do Pr\u00eamio Nobel da Literatura. Nasceu como Doris May Tayler em Kermanshah, na P\u00e9rsia, atual Ir\u00e3. &nbsp;Seu pai trabalhava para o Banco Imperial da P\u00e9rsia, e decidiu se mudar para a ent\u00e3o col\u00f4nia brit\u00e2nica da&nbsp; Rod\u00e9sia para se tornar fazendeiro, a\u00ed se estabelecendo com a fam\u00edlia. Ap\u00f3s tentativas infrut\u00edferas, a fam\u00edlia se estabeleceu em Salisbury, a capital da col\u00f4nia. L\u00e1 D\u00f3ris obteve sua educa\u00e7\u00e3o formal em internatos at\u00e9 os quatorze anos, e depois trabalharia como bab\u00e1, telefonista, e secret\u00e1ria de uma firma de advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contato com intelectuais e escritores que se opunham ao sistema se segrega\u00e7\u00e3o racial vigente na Rod\u00e9sia, com socialistas e exilados europeus que lutaram na II Guerra Mundial contra o Nazismo e o Facismo, ela acumulou experi\u00eancias que inspirariam os &nbsp;quatro primeiros volumes de sua obra <em>Children of Violence<\/em> (Filhos da Viol\u00eancia) (1945). Antes de deixar a Rod\u00e9sia, completou <em>The Grass is Singing<\/em> (A grama est\u00e1 cantando) (1950), logo aclamado pela cr\u00edtica. &nbsp;Devido ao seu posicionamento p\u00fablico contr\u00e1rio \u00e0 exclus\u00e3o dos negros, foi considerada uma imigrante e, como tal, proibida de entrar na Rod\u00e9sia (1956), que \u00e9 o \u201clar\u201d referenciado no t\u00edtulo do romance <em>Going Home<\/em> (Indo para casa) (1957).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela s\u00f3 voltou a ser bem vinda na d\u00e9cada de 1980, ap\u00f3s a independ\u00eancia do pa\u00eds, que passou a se chamar Zimbabwe, e l\u00e1&nbsp; esteve diversas vezes, descrevendo essas visitas nos livros <em>African Laughter<\/em> (Riso africano) (1992) e em <em>Under my sky<\/em> (Sob o meu c\u00e9u) (1994). Outros livros situados parcialmente na \u00c1frica s\u00e3o <em>Mara and Dann<\/em> (1999) e <em>The sweetest dream<\/em> (O sonho mais doce) (2001), em que retrata a m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que ela observou em suas visitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2007, quando recebeu o Pr\u00eamio Nobel da Literatura, em seu discurso falou da biblioteca que ajudou a financiar e organizar a fim de levar livros para \u00e1reas rurais pobres do Zimbabwe. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CHENNELS, Anthony. \u201cDoris Lessing\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 493-494.<\/p>\n\n\n\n<p>THORPE, Michael.&nbsp; <strong>Doris Lessing\u2019s Africa<\/strong>. Londres: Evans Bros, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p>WARD, Jouve. <strong>White woman speaks with forked tongue<\/strong>: criticismo as autobiography. Londres; Nova Iorque: Routledge, 1991.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Romancista e escritora de contos, vencedora do Pr&ecirc;mio Nobel da Literatura. Nasceu como Doris May Tayler em Kermanshah, na P&eacute;rsia, atual Ir&atilde;. &nbsp;Seu pai trabalhava para o Banco Imperial da P&eacute;rsia, e decidiu se mudar para a ent&atilde;o col&ocirc;nia brit&acirc;nica da&nbsp; Rod&eacute;sia para se tornar fazendeiro, a&iacute; se estabelecendo com a fam&iacute;lia. 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