{"id":1558,"date":"2020-06-28T16:44:06","date_gmt":"2020-06-28T16:44:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1558"},"modified":"2021-01-22T19:20:34","modified_gmt":"2021-01-22T19:20:34","slug":"lozikeyi-dhlodhlo-1855-1919","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/lozikeyi-dhlodhlo-1855-1919\/","title":{"rendered":"Lozikeyi Dhlodhlo (1855-1919)"},"content":{"rendered":"\n<p>Rainha s\u00eanior do Rei Lobengula, no atual Zimbabwe. Casou-se com ele em 1870, tornando-se governanta do povo Ndebele, em um casamento arranjado como meio de fortalecer a base militar do reino e aumentar o prest\u00edgio espiritual uma vez que a fam\u00edlia Dhlodhlo, a qual ela pertencia, desfrutava de prest\u00edgio pelas habilidades de seus curandeiros tradicionais conhecidos como <em>izinyanga. <\/em>Por n\u00e3o ter filhos biol\u00f3gicos, adotou e criou sua sobrinha, Sidambe, que se tornou legalmente sua filha.<\/p>\n\n\n\n<p>Na condi\u00e7\u00e3o de rainha s\u00eanior, a tarefa de Lozikeyi era apoiar o rei e fortalecer a na\u00e7\u00e3o, estimulando a continuidade dos costumes e das tradi\u00e7\u00f5es Ndebele, al\u00e9m de preparar e administrar medicamentos de guerra para fortalecer o seu poder pessoal.&nbsp; Este confiou a ela a responsabilidade de vigiar os homens europeus que visitavam Bulawayo, e a consultava para decidir se encorajava ou n\u00e3o os contatos dos estrangeiros com as mulheres Ndebele. Como chefe dos alojamentos reais das mulheres, ela fez o poss\u00edvel para evitar a difus\u00e3o do cristianismo, que poderia enfraquecer a religi\u00e3o tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando as for\u00e7as da companhia brit\u00e2nica da \u00c1frica do Sul, sob a lideran\u00e7a de Cecil Rodhes,&nbsp; venceram e exilaram Lobengula (1893),&nbsp; Lozikeyi &nbsp;tornou-se rainha regente, mantendo o povo unido. Sua posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos colonizadores oscilou entre a aparente obedi\u00eancia e lealdade e uma resist\u00eancia obstinada, como ocorreu na War of the Red Axe Broke (Guerra do Machado Vermelho) (1896), que ela planejou junto com o seu irm\u00e3o com o objetivo de restabelecer o poder de seu reino e foi encerrada mediante uma negocia\u00e7\u00e3o em que a posi\u00e7\u00e3o dos Ndebele saiu fortalecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos seguintes, estabeleceu alian\u00e7as e buscou estrat\u00e9gias para garantir a continuidade dos costumes e institui\u00e7\u00f5es tradicionais. Mas, em 1909, ap\u00f3s reiteradas press\u00f5es, foi for\u00e7ada a admitir a entrada de mission\u00e1rios nos territ\u00f3rios sob o seu governo, e membros da Sociedade Mission\u00e1ria de Londres passaram a viver em sua corte. Alguns anos mais tarde, ela faleceu em decorr\u00eancia da pandemia de influenza que ceifava vidas em todo o mundo desde 1918.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a guerra de liberta\u00e7\u00e3o do Zimb\u00e1bue ela \u00e9 lembrada como precursora do sentimento nacionalista e anticolonial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CLARKE, Marieke Faber; NYATHI, Pathisa. <strong>Lozikeyi Dhlodhlo, queen of the Ndebele<\/strong>: \u2018a very dangerousand intriguing woman bulawayo. AmaGugu Publishers, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>CLARKE, Marieke. \u201cLozikeye Dhlodhlo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 524-525.<\/p>\n\n\n\n<p>RANGER, T. O. <strong>Revolt in Southern Rodhesia, 1896-1897<\/strong>. Londres: Heinemann, 1967.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rainha s&ecirc;nior do Rei Lobengula, no atual Zimbabwe. 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