{"id":1564,"date":"2020-06-28T17:03:26","date_gmt":"2020-06-28T17:03:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1564"},"modified":"2021-01-28T14:38:39","modified_gmt":"2021-01-28T14:38:39","slug":"labotsibeni-mduli-c-1858-1925","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/labotsibeni-mduli-c-1858-1925\/","title":{"rendered":"Labotsibeni Mduli (c.1858-1925)"},"content":{"rendered":"\n<p>Rainha-M\u00e3e e poderosa regente da Suazil\u00e2ndia que promoveu reformas educacionais e reivindicou o direito dos suazi contra a invas\u00e3o colonial. Nasceu em Luhlekweni, no norte da Suazil\u00e2ndia, pr\u00f3ximo da fronteira com a atual Rep\u00fablica de Mo\u00e7ambique. Seu nome foi dado em homenagem ao seu pai, Matsanjana Mdluli que estava lutando com o povo Tsibeni no Transvaal no momento do seu nascimento. Ap\u00f3s a morte do pai ela mudou-se com o tio, Mvelasi Mdluli, para a resid\u00eancia real em Ludzidziu. Nesta ocasi\u00e3o, ficou sob a tutela da rainha-m\u00e3e <em>Thandile<\/em>, vi\u00fava do Rei Sobhuza I e m\u00e3e de Mzwati II.&nbsp; Toda essa conviv\u00eancia lhe permitiu aprender bem os costumes da corte da Suazil\u00e2ndia.<\/p>\n\n\n\n<p>Labotsibeni se tornou uma das esposas do rei Mbandzeni (1857-1889), em cujo reinado colonos europeus exigiram uma grande por\u00e7\u00e3o das terras dos su\u00e1zis, incluindo direitos sobre extra\u00e7\u00e3o mineral. Teve filhos com ele: Bhunu (c.1875 &#8211; 1899), Malunge (c.1880 1915) e Lomvazi (c.1885 &#8211; 1922) e uma filha Tongotongo (c.1879 1918).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a morte do marido, foi rainha regente por trinta anos, e reinou entre 1895- 1899 junto com o filho Bhunu. Ela conteve o avan\u00e7o dos b\u00f4eres sobre o territ\u00f3rio de seu povo em 1895, e depois negociou com eles e com os ingleses, de modo a garantir a continuidade das institui\u00e7\u00f5es de seu povo mesmo que para isso tivesse que se colocar sob o protetorado brit\u00e2nico, como ocorreu no per\u00edodo da Guerra dos B\u00f4eres (1899-1902).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por n\u00e3o concordar com diversas atitudes e com o comportamento do filho, a quem considerava insensato, em 1911 ela criou um fundo para fins educacionais que permitisse a cria\u00e7\u00e3o de escolas e tutores, e for\u00e7ou o futuro rei Sobhuza II a terminar os estudos em Lovedale, na \u00c1frica do Sul. Mesmo depois de deixar o trono, ela continuou apoiando a educa\u00e7\u00e3o e a independ\u00eancia da Suazil\u00e2ndia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BONNER, Philip. <strong>Kings, commoners and concessionaires<\/strong>: the evolution and dissolution of the nineteenth-century swazi state. Nova Iorque: Ca,bridge University Press, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p>DLAMINI, Betty. \u201cLabotsibeni\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 453-454.<\/p>\n\n\n\n<p>GININDZA, Thoko. Labotsibeni\/Gwamile Mduli: the power behind the swazi throne, 1875-1925. In: KAPLAN, Flora E. S. (Ed.). <strong>Queens, queen mothers, priestesses, and power<\/strong>: case studies in African gender. Nova Iorque: New York Academy of Sciences, 1997.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rainha-M&atilde;e e poderosa regente da Suazil&acirc;ndia que promoveu reformas educacionais e reivindicou o direito dos suazi contra a invas&atilde;o colonial. Nasceu em Luhlekweni, no norte da Suazil&acirc;ndia, pr&oacute;ximo da fronteira com a atual Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique. 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