{"id":1572,"date":"2020-06-28T18:23:42","date_gmt":"2020-06-28T18:23:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1572"},"modified":"2021-01-28T12:20:05","modified_gmt":"2021-01-28T12:20:05","slug":"abar-seculo-vii-a-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/abar-seculo-vii-a-c\/","title":{"rendered":"Abar (s\u00e9culo VII a.C.)"},"content":{"rendered":"\n<p>Rainha de Kush, m\u00e3e de Taharqa, que governou de 690 a 664 a.C., durante o per\u00edodo da domina\u00e7\u00e3o Kushita no Egito. Por vezes \u00e9 referida com os nomes de Abala, Abale, Abalo, Abiru e Ibart.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais fontes sobre ela s\u00e3o v\u00e1rias estelas encontradas durante escava\u00e7\u00f5es em Gematen, s\u00edtio localizado nas proximidades da atual comunidade de Kawa, ao sul da terceira catarata do Nilo, um dos maiores santu\u00e1rios de Kush. A imagem esculpida em relevo em uma das estelas retrata a rainha Abar em duas cenas sim\u00e9tricas, atr\u00e1s de Taharqa tocando o instrumento musical conhecido como <em>sistrum<\/em> enquanto ele oferece p\u00e3o e vinho ao Deus Amon. Representa\u00e7\u00f5es similares foram encontradas em um relevo de parede no Templo B300 em Jebel Barkal, o principal complexo de templos da N\u00fabia Antiga, situado entre a terceira e quarta cataratas, e no Templo de Amon em Sanam &#8211; pr\u00f3ximo a Barkal, na margem oposta do Nilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredita-se que Abar era sobrinha pelo lado materno de Alara, fundador da 25\u00aa dinastia e semi-lend\u00e1rio governante do Reino cuxita. Tamb\u00e9m tem sido considerado que ela era filha de Kashta, o primeiro rei cuxita comprovado, e irm\u00e3-esposa do rei Piankhy, o conquistador do Egito e primeiro dos fara\u00f3s da Dinastia \u201cn\u00fabia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As refer\u00eancias a Abar nas estelas tratam da visita dela \u00e0 Taharqa, epis\u00f3dio&nbsp;comparado ao reencontro da deusa \u00cdsis com seu filho H\u00f3rus. \u00c9 prov\u00e1vel que a \u201creuni\u00e3o\u201d do rei com sua m\u00e3e foi realizada como uma confirma\u00e7\u00e3o de seu direito de sucess\u00e3o ao trono. Pela maneira como s\u00e3o representadas, fica sugerido que a ascens\u00e3o de Taharqa ao governo foi predeterminada por uma velha peti\u00e7\u00e3o de Alara que, talvez, para celebrar sua vit\u00f3ria sobre rivais tinha \u201cprometido\u201d v\u00e1rias de suas irm\u00e3s ao Deus Amon de Gematen. Neste caso, fica bem estabelecido que a rela\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de Abar, com seu glorioso ancestral Alara, foi o mais importante argumento da legitima\u00e7\u00e3o de Taharqa. O precedente de Abar \u00e9 particularmente importante como a mais antiga das evid\u00eancias a respeito da institui\u00e7\u00e3o das rainhas-m\u00e3es na vida pol\u00edtica de Kush.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>LOHWASSE Rhwasser, A. Queenship in Kush: status, role and ideology of royal women. <strong>Journal of the American Research Center in Egypt<\/strong>, v. 38, p. 61-76, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>TROY, L. <strong>Patterns of queenship in ancient Egyptian myth and history<\/strong>. Uppsala: Almquist and Wiksell, 1986.<\/p>\n\n\n\n<p>VINOGRADOV, A. K.. \u201cAbar\u201d.&nbsp; In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 04-05.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rainha de Kush, m&atilde;e de Taharqa, que governou de 690 a 664 a.C., durante o per&iacute;odo da domina&ccedil;&atilde;o Kushita no Egito. Por vezes &eacute; referida com os nomes de Abala, Abale, Abalo, Abiru e Ibart. 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