{"id":1578,"date":"2020-06-28T18:37:24","date_gmt":"2020-06-28T18:37:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1578"},"modified":"2021-01-22T18:00:25","modified_gmt":"2021-01-22T18:00:25","slug":"catherine-obianuju-acholonu-1951-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/catherine-obianuju-acholonu-1951-2014\/","title":{"rendered":"Catherine Obianuju Acholonu (1951-2014)"},"content":{"rendered":"\n<p>Escritora nigeriana, pesquisadora e professora, tamb\u00e9m referida como Catherine Obianuju Acholonu-Olumba. Nasceu em Orlu, de ascend\u00eancia Igbo. Em casamento arranjado, aos dezesste anos tornou-se esposa de Douglas Acholonu, com quem teve quatro filhos: Ifunanya, Nneka, Chidozie e Kelechi. Ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o escolar e universit\u00e1ria, estudou na Alemanha, obtendo o t\u00edtulo de mestrado (1977) e doutorado (1982) em L\u00edngua e Literatura inglesa e americana e Lingu\u00edstica germ\u00e2nica na Universidade de Dusseldorf.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1980, na Nig\u00e9ria, atuou como docente na Universidade de Educa\u00e7\u00e3o Alvan Ikoku em Owerri; fundou AFA Publications e AFA: A Journal of Creative Writing (1982), dois importantes meios de divulga\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. &nbsp;Ela foi uma das duas africanas designadas para o Encontro do Grupo de especialistas em Santo Domingo (1986), com o objetivo de priorizar a quest\u00e3o de g\u00eanero nos planos de a\u00e7\u00e3o das tr\u00eas Confer\u00eancias da ONU, do Rio de Janeiro, Cairo e Pequim.<\/p>\n\n\n\n<p>Como pesquisadora, realizou estudos sobre as ra\u00edzes Igbo do ex-escravo africano e abolicionista Olaudah Equiano, tamb\u00e9m conhecido como Gustava Vassa, proferindo palestras sobre ele e os v\u00ednculos da fam\u00edlia dele com a regi\u00e3o de Imo, na Nig\u00e9ria, em universidades inglesas e norte-americanas. Foi escritora residente na Westchester Consortium for International Studies (1990-1991) e professora visitante em Manhattanville College, Marymount College, Iona College, e College of New Rochelle em Nova Iorque. Trabalhou como professora de hist\u00f3ria africana e filosofia no campus nigeriano da Universidade de Pilgrim e no Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico de Aba.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu livro <em>Motherism<\/em>: The afrocentric alternative to feminism (Maternismo: a alternativa afroc\u00eantrica ao feminismo) (1995), \u00e9 descrita como a primeira teoria completa de estudos de g\u00eanero na \u00c1frica e base para teoria maternal introduzida no Canad\u00e1 e outros pa\u00edses ocidentais. Tamb\u00e9m escreveu <em>The Gram Code of African Adam<\/em>: Stone Books and Cave Libraries, Reconstructing 450.000 Years of Africa\u2019s Lost Civilizations (O c\u00f3digo do Ad\u00e3o africano: os livros das rochas e cavernas reconstruindo 450.000 anos de civiliza\u00e7\u00f5es perdidas da \u00c1frica) (2005), <em>They lived before Adam<\/em>: prehistoric origins of the Igbo (N\u00f3s vivemos antes de Ad\u00e3o: origens pr\u00e9-hist\u00f3ricas dos Igbos) (2009) e <em>The lost testament of the ancestors of Adam. <\/em><em>Unearthing Heliopolis\/Igbo Ukwu, the celestial city of the gods of Egypt and India<\/em> (O testamento perdido dos ancestrais de Ad\u00e3o. Desenterrando Heli\u00f3polis\/Igbo Ukwu, a cidade celestial dos deuses do Egito e da \u00cdndia) (2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Acholonu foi a primeira nigeriana homenageada com a funda\u00e7\u00e3o do Centro de Pesquisa Catherine Acholonu. Foi Embaixatriz do Renascimento Africano para a Confer\u00eancia do Renascimento Africano em Benin. At\u00e9 2002, atuou como conselheira especial sobre arte e cultura do presidente da Rep\u00fablica Federal da Nig\u00e9ria. Foi a \u00fanica representante da Nig\u00e9ria no F\u00f3rum Global de Arte e Cultura para a implementa\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o da ONU para combate a desertifica\u00e7\u00e3o (UNFAC) (2003).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>UMEH, Marie. \u201cCatherine Obianuju Acholonu\u201d.&nbsp; In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 85-86.<\/p>\n\n\n\n<p>EZEMWA-OHAETO. <strong>Contemporary nigerian poetry and the poetics of orality<\/strong>. Bayreuth:&nbsp; E. Breitinger, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>OTIONO, Nduko. Catherine Acholonu: the female writer as a goddess. <strong>Nkoko: Institute of African Studies<\/strong> \u2013 Carleton University, v. 4, 2014: <a href=\"https:\/\/ojs.library.carleton.ca\/index.php\/nokoko\/article\/download\/2192\/1975\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/ojs.library.carleton.ca\/index.php\/nokoko\/article\/download\/2192\/1975<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora nigeriana, pesquisadora e professora, tamb&eacute;m referida como Catherine Obianuju Acholonu-Olumba. Nasceu em Orlu, de ascend&ecirc;ncia Igbo. Em casamento arranjado, aos dezesste anos tornou-se esposa de Douglas Acholonu, com quem teve quatro filhos: Ifunanya, Nneka, Chidozie e Kelechi. 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