{"id":1588,"date":"2020-06-28T18:57:19","date_gmt":"2020-06-28T18:57:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1588"},"modified":"2021-01-28T12:53:45","modified_gmt":"2021-01-28T12:53:45","slug":"chimamanda-adichie-1977","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/chimamanda-adichie-1977\/","title":{"rendered":"Chimamanda Adichie (1977)"},"content":{"rendered":"\n<p>Escritora criativa nigeriana e ensa\u00edsta, com envolvimento e lideran\u00e7a no pensamento feminista. Nasceu em Enugu, de uma fam\u00edlia de origem Igbo da cidade de Abba, no Estado de Anambra, mas cresceu em Nsukka. O pai era professor de Estat\u00edstica na Universidade da Nig\u00e9ria e mais tarde tornou-se vice-chanceler adjunto da institui\u00e7\u00e3o, enquanto a m\u00e3e era graduada em Sociologia e tabeli\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Adichie completou sua forma\u00e7\u00e3o na Universidade Escola da Nig\u00e9ria, vencendo diversos pr\u00eamios por excel\u00eancia acad\u00eamica. Ela estudou Farm\u00e1cia e Medicina na universidade por um ano e meio, mas rapidamente percebeu que n\u00e3o queria seguir esta carreira. Desde a juventude escreveu algumas pe\u00e7as e obras em prosa, sendo influenciada pela escritora inglesa Enid Blynton, mas sobretudo pelos romancistas africanos Chinua Achebe, seu conterr\u00e2neo, e C\u00e2mara Laye, que oferecera a ela perspectivas de pensar a africanidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1997, publicou uma cole\u00e7\u00e3o de poemas intitulada Decisions (Decis\u00f5es), e deixou a Nig\u00e9ria para estudar Comunica\u00e7\u00e3o na Universidade Drexel, na Filad\u00e9lfia. Depois de dois anos, pediu transfer\u00eancia para a Universidade Estadual de Eastern Connecticut, onde completou o bacharelado em Comunica\u00e7\u00e3o e especializa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Pol\u00edtica (2001). &nbsp;Foi quando come\u00e7ou a escrever o romance <em>Purple hibiscus<\/em> (Hibisco Roxo), publicado em 2003, quando passou a ganhar reconhecimento no cen\u00e1rio da literatura internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2004 ela obteve um diploma de Mestrado em Escrita Criativa na Universidade John Hopkins e em 2005-2006 obteve uma bolsa de estudos Hodder da Universidade de Princeton, onde lecionou Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 fic\u00e7\u00e3o. No outono de 2006, matriculou-se no Programa de Mestrado em Hist\u00f3ria Africana da Universidade de Yale. Paralelamente, ela continuava sua carreira de escritora, publicando numerosas hist\u00f3rias em peri\u00f3dicos internacionais como Granta e o New Yorker e diversos ensaios em jornais de prest\u00edgio, incluindo o Guardian e o Washington Post.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2006 foi publicado o seu segundo romance, <em>Half of a yellow sun<\/em> (Meio sol amarelo), que venceu o Pr\u00eamio Internacional de Conto David T. Wong, o Orange Broadband Prize de Fic\u00e7\u00e3o em 2007 e foi pr\u00e9-selecionado para o Commonwealth Writers\u2019 Prize de Melhor Livro (Regi\u00e3o Africana) no mesmo ano. A obra teve tamb\u00e9m grande \u00eaxito comercial, especialmente no Reino Unido, e selou o status da escritora como um dos principais nomes da literatura africana no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chimamanda regularmente retorna \u00e0 Nig\u00e9ria, apoiando ativamente talentos liter\u00e1rios locais emergentes atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o de workshops para aspirantes a escritores em Lagos. Em maio de 2008 ela se completou os estudos em Yale e se mudou para Columbia, Maryland. Em setembro do mesmo ano recebeu uma bolsa de estudos da Funda\u00e7\u00e3o MacArthur, um pr\u00eamio de 500.000 d\u00f3lares. A primeira cole\u00e7\u00e3o de contos de Adichie, <em>The thing around your neck<\/em> (No seu pesco\u00e7o), foi publicada em abril de 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Como escritora de fic\u00e7\u00e3o, suas obras tratam de dramas sociais nigerianos, mas tamb\u00e9m das situa\u00e7\u00f5es dos imigrantes nos Estados Unidos, tema abordado em sua conhecida confer\u00eancia no TED, intitulada \u201cOs perigos de uma hist\u00f3ria \u00fanica\u201d (2009). Sua atua\u00e7\u00e3o e den\u00fancia das desigualdades de g\u00eanero levou a que proferisse a confer\u00eancia <em>We shoud all be feminists<\/em> (Sejamos todos feministas) (2012), em que compartilha sua experi\u00eancia como mulher africana feminista, e sua vis\u00e3o sobre a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade, que logo foi transformada em livro de grande impacto editorial em 2014.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>COOPER, Brenda. <strong>New generation of African writers<\/strong>: migration, material culture and language. Oxford: James Currey, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>HEWETT, Heather. Coming of age: Chimamanda Ngozi Adichie and the voice of the third generation. <strong>English in Africa<\/strong>, Centurion (\u00c1frica do Sul), v. 32, n. 1, p. 73-97, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>OGWUDE, Sophie. History and ideology in Chimamanda Adichie\u2019s fiction. <strong>Tydskrift vir Letterkunde<\/strong>, v. 48, n.1, 2011:&nbsp;&nbsp; <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ajol.info\/index.php\/tvl\/article\/view\/63824\" target=\"_blank\">https:\/\/www.ajol.info\/index.php\/tvl\/article\/view\/63824<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>TUNCA, Daria. \u201cChimamanda Ngozi&nbsp;Adichie\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 94-95.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora criativa nigeriana e ensa&iacute;sta, com envolvimento e lideran&ccedil;a no pensamento feminista. Nasceu em Enugu, de uma fam&iacute;lia de origem Igbo da cidade de Abba, no Estado de Anambra, mas cresceu em Nsukka. O pai era professor de Estat&iacute;stica na Universidade da Nig&eacute;ria e mais tarde tornou-se vice-chanceler adjunto da institui&ccedil;&atilde;o, enquanto a m&atilde;e era [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5779,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[354,315,292],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1588"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1588"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1588\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5779"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}