{"id":1660,"date":"2020-06-29T00:00:02","date_gmt":"2020-06-29T00:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1660"},"modified":"2021-01-28T12:20:57","modified_gmt":"2021-01-28T12:20:57","slug":"akosua-adoma-c-1773-c-1838","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/akosua-adoma-c-1773-c-1838\/","title":{"rendered":"Adoma Akosua (c. 1773 \u2013 c. 1838)"},"content":{"rendered":"\n<p>Asantehemaaa (rainha-m\u00e3e) no Estado ax\u00e2nti, com atua\u00e7\u00e3o entre 1809-1819, quando foi afastada e banida da corte depois de ter se envolvido em uma rebeli\u00e3o fracassada contra Osei Tutu Kwame. O pai pertencia a uma alta linhagem e a m\u00e3e era parte da linhagem real ax\u00e2nti.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a rainha-m\u00e3e governante, Asantehemaa Konadu Yaadom, morreu em 1809,&nbsp;ela, que era prima em linha materna de Osei Tutu Kwame, foi a escolhida para a sucess\u00e3o. J\u00e1 nesta fun\u00e7\u00e3o ela comprou sua cidade natal de Apa, provavelmente usando um pouco da riqueza que acumulara, e se estabeleceu em Kumasi.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1817, o Asantehene (rei) viajou para a prov\u00edncia de Gyaman, onde o governante local, Kwadwo Adinkra, estava agindo contra os interesses dos ax\u00e2ntis, e a deixou no comando do governo. Aproveitando a aus\u00eancia do c\u00f4njuge real,&nbsp;Adoma Akosua entrou em negocia\u00e7\u00f5es com um concorrente ao trono origin\u00e1rio de Abrom,&nbsp;e reuniu mais sete jovens esposas reais e suas fam\u00edlias para apoiar seus objetivos. Outras fontes dizem que a manobra tinha a finalidade de colocar um de seus filhos no trono. Ela preparou um ritual f\u00fanebre para Osei Tutu Kwame, aparentemente esperando que a cerim\u00f4nia o levaria \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Osei Tutu Kwame tomou ci\u00eancia do ocorrido, enviou fi\u00e9is apoiadores de volta para a corte para reprimir a rebeli\u00e3o. Ao retornar \u00e0 Kumasi, convocou um conselho que decidiu pela execu\u00e7\u00e3o de todos os(as) envolvidos(as): as esposas que apoiaram Adoma Akosua foram decapitadas, e \u00e9 prov\u00e1vel que o filho dela tamb\u00e9m tenha sido executado. Os tradicionalistas divergem sobre o destino da rainha rebelde: para alguns, ela teria sido enfocarda, meio pelo qual o sangue real n\u00e3o foi derramado; outros dizem que ela n\u00e3o foi morta nessa \u00e9poca, mas que, junto com os seus descendentes, foram afastados das fun\u00e7\u00f5es mon\u00e1rquicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que parece, Adoma viveu em Kumasi at\u00e9 por volta de 1838. Seu tataraneto, Osei Kwaku Goroso, tentou reivindicar sua heran\u00e7a real em 1880, mas n\u00e3o teve sucesso e foi exilado da Costa do Ouro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADOMA AKOSUA. In: <strong>Asantesm<\/strong> &#8211; the asante collective&nbsp; biography project bulletin. Evanston: Program of African Studies, Northwestern University, 1979, v. 11, p. 14-17.<\/p>\n\n\n\n<p>MCCASKIE, T. C.. Anti-witchcraft&nbsp; cults in asnte: an essay in the social&nbsp; history of an african people. <strong>History in Africa<\/strong>, v. 8, p.&nbsp;125-154, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p>SHELDON, Kathleen. \u201cAdoma Akosua\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, &nbsp;p. 150.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Asantehemaaa (rainha-m&atilde;e) no Estado ax&acirc;nti, com atua&ccedil;&atilde;o entre 1809-1819, quando foi afastada e banida da corte depois de ter se envolvido em uma rebeli&atilde;o fracassada contra Osei Tutu Kwame. O pai pertencia a uma alta linhagem e a m&atilde;e era parte da linhagem real ax&acirc;nti. 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