{"id":1669,"date":"2020-06-29T00:15:56","date_gmt":"2020-06-29T00:15:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1669"},"modified":"2021-01-22T18:54:45","modified_gmt":"2021-01-22T18:54:45","slug":"jane-alexander-1959","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/jane-alexander-1959\/","title":{"rendered":"Jane Alexander (1959)"},"content":{"rendered":"\n<p>Escultora sul-africana e artista de multim\u00eddia. Nasceu em Johanesburgo, de uma fam\u00edlia judaica origin\u00e1ria da Alemanha. Estudou na Universidade de Witwatersrand, &nbsp;onde completou a gradua\u00e7\u00e3o com um bacharelado em Belas-Artes (1982) e o Mestrado (1988).<\/p>\n\n\n\n<p>Lecionou l\u00edngua inglesa e arte em escolas na Nam\u00edbia e na Cidade do Cabo antes de entrar para a Escola de Belas-Artes Michaelis, na Universidade do Cabo (1996) para lecionar escultura. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1986, sua exposi\u00e7\u00e3o solo em Johanesburgo chamou aten\u00e7\u00e3o. Uma das obras, <em>Butcher boys<\/em>&nbsp; (1985- 1986), representa tr\u00eas figuras em tamanho natural, sentadas em um banco, apresentando simultaneamente caracter\u00edsticas animais e humanas, com sinais de danos f\u00edsicos e anormalidade. Atualmente exposta na cole\u00e7\u00e3o permanente da Galeria Nacional Sul Africana, na Cidade do Cabo, esta escultura determinou o sentido da carreira de Alexander: o de sondar as consequ\u00eancias das a\u00e7\u00f5es humanas e rela\u00e7\u00f5es de poder. Para os cr\u00edticos, nela est\u00e3o presentes elementos profundos relacionados com a sociedade que produziu o Apartheid.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1990 e 2000, com a readmiss\u00e3o da \u00c1frica do Sul no cen\u00e1rio cultural mundial em 1994, Jane exibiu seus trabalhos em in\u00fameras bienais e mostras internacionais de arte, passando a ganhar notoriedade em eventos de arte globais. Suas obras exploram a consci\u00eancia da injusti\u00e7a e da irracionalidade humana, bem como aspectos da vida cotidiana sul-africana.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra de Jane Alexander \u00e9 essencialmente narrativa e convida o espectador a&nbsp; observar e ponderar os relacionamentos entre os protagonistas, objetos, e espa\u00e7os. Os atores s\u00e3o enigm\u00e1ticos, aparentemente reais, mas apresentam tra\u00e7os h\u00edbridos ou mutantes, como human\u00f3ides parcialmente animalizados, e a \u201crealidade\u201d \u00e9 sempre problematizada. A narrativa \u00e9 complexa, aberta, imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ARNOLD, Marion. \u201cJane Alexander\u201d.&nbsp; In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 163-164.<\/p>\n\n\n\n<p>NICOL, Tracy-Lee. <strong>Aspects of memory in the sculptural work of Jane Alexander, 1982-2009<\/strong>.&nbsp; Thesis (Master in Art History), Rodhes University, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>NOLTE, Jacqueline. Jane alexander sculpture and photomontage. <strong>Third Text<\/strong>, v. 10, n. 36, p. 99-101, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>SUBIR\u00d3S, Pep.&nbsp; Jane Alexander: surveys (from the Cape of Good Hope).&nbsp;<em><strong>Nka<\/strong><\/em><strong>: Journal of Contemporary African Art<\/strong>,&nbsp; v. 33, p. 92-99, 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escultora sul-africana e artista de multim&iacute;dia. 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