{"id":1678,"date":"2020-06-29T00:26:43","date_gmt":"2020-06-29T00:26:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1678"},"modified":"2021-02-05T22:10:19","modified_gmt":"2021-02-05T22:10:19","slug":"agnes-allafi-1959","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/agnes-allafi-1959\/","title":{"rendered":"Agn\u00e8s Allafi (1959)"},"content":{"rendered":"\n<p>Pol\u00edtica chadiana e soci\u00f3loga. Seu pai era um influente oficial de alto escal\u00e3o do ex\u00e9rcito do regime de Fran\u00e7ois Tombalbaye, que controlou o Chade do in\u00edcio dos anos 1960 at\u00e9 o golpe de estado de 1975. Ela tem nove irm\u00e3os, muitos dos quais tiveram oportunidade de forma\u00e7\u00e3o educacional avan\u00e7ada. Ela pr\u00f3pria estudou em Fort-Lamy, na capital de N\u2019Jamena, obtendo forma\u00e7\u00e3o em Sociologia (1980-1982). Casou-se com um oficial de alf\u00e2ndega protestante (1981), com quem teve dois filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Agn\u00e8s Allafi foi professora no per\u00edodo de 1981-1982, quando Hiss\u00e8ne Habr\u00e9 tomou o poder e tanto o pai dela quanto o seu marido foram executados, o que a levou a fugir do pa\u00eds e buscar asilo na Rep\u00fablica de Camar\u00f5es. Ela continuou os estudos na Universidade de Yaound\u00e9, com o apoio de amigos, enquanto corriam rumores de que o regime de Habr\u00e8 pretendia sequestr\u00e1-la e lev\u00e1-la de volta ao Chade. Em 1985 mudou-se para Cotonou, onde completou a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica com um Mestrado em Sociologia na Universidade Nacional do Benin, sobre os direitos das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Agn\u00e8s retornou ao Chade em 1990, ap\u00f3s a queda de Habr\u00e8 e a ascens\u00e3o do governo de Idriss D\u00e9by.&nbsp; Ingressou ent\u00e3o ao Conseil Provisoire de la R\u00e9publique \u2013 CPS (Conselho Provis\u00f3rio da Rep\u00fablica) (1991), com participa\u00e7\u00e3o nas comiss\u00f5es de sa\u00fade e servi\u00e7os sociais. Tamb\u00e9m tornou-se uma das primeiras l\u00edderes mulheres do Mouvement Patriotique du Salut \u2013 MPS (Movimento de Salva\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica), e permaneceu fiel ao governo de D\u00e9by por mais de duas d\u00e9cadas. Teve atua\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio de Agricultura (1992), e desenvolveu projetos de desenvolvimento agr\u00edcola. Representou o seu pa\u00eds na Confer\u00eancia Internacional das Mulheres em Pequim (1995), e ocupou o cargo de Ministra de Servi\u00e7os Sociais em dois per\u00edodos (1998-1999; 2002-2003).<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sua gest\u00e3o ministerial ela organizou a <em>Semaine Nationale de la Femme Tchadienne<\/em> \u2013 SENAFET (Semana Nacional da Mulher Chadiana) (1998), criou uma simula\u00e7\u00e3o de parlamento para jovens, e um comit\u00ea de mulheres no parlamento chadiano. Sua atua\u00e7\u00e3o demonstra as possibilidades abertas para algumas mulheres dotadas de boa forma\u00e7\u00e3o no regime de governo de D\u00e9by, e a germina\u00e7\u00e3o do movimento de mulheres no Chade. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>NGARTEBAYE, Eug\u00e8ne Leyota. <strong>La participation de la femme \u00e0 la vie politique au Tchad, 1933-2003<\/strong><em>. <\/em>Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado), Catholic University of Central Africa, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cAgnes Allafi\u201d.&nbsp; In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 179-180.<\/p>\n\n\n\n<p>TUBIANA, Marie-Jos\u00e9. <strong>Parcour de femmes<\/strong>: Les nouvelles elites, entretiens, 1997-2003. Paris: \u00c9ditions S\u00e9pia, 2004.<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pol&iacute;tica chadiana e soci&oacute;loga. 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