{"id":1734,"date":"2020-06-29T02:26:12","date_gmt":"2020-06-29T02:26:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1734"},"modified":"2021-01-22T18:45:36","modified_gmt":"2021-01-22T18:45:36","slug":"hadja-mafory-bangoura-1910-1976","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/hadja-mafory-bangoura-1910-1976\/","title":{"rendered":"Hadja Mafory Bangoura (1910-1976)"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00edder ativista do movimento anticolonial da Guin\u00e9, nasceu em Bramaya \u2013 Ouassou, de uma fam\u00edlia humilde do grupo \u00e9tnico Sosso. Cresceu no meio rural, em uma comunidade que vivia da pesca. Casou-se ainda jovem e teve tr\u00eas filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Hadja Bangoura foi para Conakry em 1936, na qual eventualmente se juntou ao <em>Foyer de la Basse Guin\u00e9e<\/em>, uma associa\u00e7\u00e3o de ajuda m\u00fatua para pessoas vindas da Baixa Guin\u00e9. Trabalhou como costureira em Conakry antes de se envolver com o grupo que deu suporte \u00e0 Sekou Tor\u00e9 durante o movimento nacionalista na d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora iletrada, era dotada de grande iniciativa pessoal, lideran\u00e7a e extraordin\u00e1ria personalidade, o que lhe conferiu respeitabilidade no movimento de resist\u00eancia anticolonial. Ganhou destaque na lideran\u00e7a da Greve Geral de 1953 em defesa do C\u00f3digo do Trabalho, mobilizando mulheres e homens oper\u00e1rios, com discursos e palavras de ordem inflamadas. Foi ent\u00e3o eleita presidenta do comit\u00ea de mulheres do Rassemblement Democratique Africain (Ajuntamento Democr\u00e1tico Africano), quando criou uma \u201cmil\u00edcia popular\u201d de mulheres e as incentivou a pegar em armas.<\/p>\n\n\n\n<p>Bangoura, que tamb\u00e9m era representante da Cruz Vermelha, alojou pessoas que eram feridas por conta das hostilidades anticoloniais. Em julho de 1955, foi presa por um ano e deveria pagar fian\u00e7a de 70.000 francos. As mulheres do Conakry reagiram \u00e0 sua pris\u00e3o, marchando at\u00e9 as sedes de pol\u00edcia, onde bloquearam as ruas e usaram mangueiras de inc\u00eandio. Quando ela foi liberada da pris\u00e3o em 17 de agosto, foi cumprimentada com j\u00fabilo por suas seguidoras, que a acompanharam at\u00e9 sua casa dan\u00e7ando e cantando. Sua senten\u00e7a foi eventualmente reduzida, de modo que permaneceu reclusa apenas 28 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da independ\u00eancia (1958), Hadja manteve posi\u00e7\u00f5es governamentais como integrante ativa do Parti Democratique de Guin\u00e9e \u2013 PDG (Partido Democr\u00e1tico da Guin\u00e9). Foi eleita ao Parlamento, onde representou as mulheres guineenses, e em 1968 tornou-se a primeira presidenta da Uni\u00e3o Revolucion\u00e1ria de Mulheres da Guin\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela \u00e9 lembrada como hero\u00edna da independ\u00eancia na Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Conacri. Em sua mem\u00f3ria conferiu-se o seu nome ao col\u00e9gio Hadja Mafory Bangoura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>KEITA, Sidiki Kobele. <strong>Le PDG<\/strong>: artisan de l\u2019ind\u00e9pendance nationale en Guin\u00e9e (1947-1958). Conakry: Bibliotheque Nationale, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p>SCHIMIDT, Elizabeth. <strong>Mobilizing the masses<\/strong>: gender, ethnicity and class in the nationalist movement in Guinea, 1939-1958. Portsmouth: Heinemann, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>SHELDON, Kathleen. \u201cHadja Mafory Bangoura\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, &nbsp;p.&nbsp; 375-376.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L&iacute;der ativista do movimento anticolonial da Guin&eacute;, nasceu em Bramaya &ndash; Ouassou, de uma fam&iacute;lia humilde do grupo &eacute;tnico Sosso. Cresceu no meio rural, em uma comunidade que vivia da pesca. 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