{"id":1741,"date":"2020-06-29T02:41:18","date_gmt":"2020-06-29T02:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1741"},"modified":"2021-02-05T19:50:14","modified_gmt":"2021-02-05T19:50:14","slug":"antoinette-batumubwira-1956","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/antoinette-batumubwira-1956\/","title":{"rendered":"Antoinette Batumubwira (1956)"},"content":{"rendered":"\n<p>Diplomata e pol\u00edtica do Burundi. Nasceu na cidade de Ngozi e pertence a uma proeminente fam\u00edlia Tutsi. Entre 1979-1981, realizou curso de gradua\u00e7\u00e3o e a seguir obteve Mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da carreira, trabalhou no jornal <em>La Voix de la R\u00e9volution du Burundi<\/em> (A Voz da revolu\u00e7\u00e3o do Burundi), e a seguir tornou-se coordenadora das Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas para a ONU em Bujumbura (1981-1995). Casou-se com Jean-Marie Ngendahayo, um pol\u00edtico que trabalhou como Ministro das rela\u00e7\u00f5es exteriores do Burundi de 1993 a 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>Antoinette participou do <em>Conseil National Pour la D\u00e9fense de la D\u00e9mocratie &#8211; Forces de D\u00e9fense de la D\u00e9mocratie<\/em> &#8211; CNDD-FDD (Conselho Nacional para Defesa da Democracia &#8211; For\u00e7a de Defesa da Democracia), um movimento rebelde que se opunha ao l\u00edder Pierre Buyoya, que ela considerava autocrata.<\/p>\n\n\n\n<p>Na carreira p\u00fablica, ela assumiu a chefia das Comunica\u00e7\u00f5es para o escrit\u00f3rio da ONU nas Ilhas Comores (1999-2000) e trabalhou como consultora na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas Regional Africana (2002). A guerra sangrenta que devastou o Burundi em 2003-2004 a obrigou a deixar o pa\u00eds e se estabelecer na \u00c1frica do Sul. Na sequ\u00eancia, aceitou participar como Ministra das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (2005-2009), com importante atua\u00e7\u00e3o internacional na Europa e na \u00c1frica para angariar apoio ao restabelecimento da democracia no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Como diplomata, Antoinette apoiou a presen\u00e7a Econ\u00f4mica crescente da Rep\u00fablica popular da China na \u00c1frica, e pleiteou uma aproxima\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds com a comunidade brit\u00e2nica. Em 2007 seu nome foi indicado para a Comiss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana nas elei\u00e7\u00f5es de 2008, mas ao final o governo do Burundi retirou apoio da candidatura dela e votou no nome de Jean Ping, do Gab\u00e3o.&nbsp;&nbsp; Em 25 de Fevereiro de 2009, ao fim de seu mandato como ministra, ela encerrou sua carreira p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>REYNTJENS, Filip. Brefing: Burundi \u2013 a peaceful transition after a decade of war? <strong>African Affairs<\/strong>, v. 105, p. 117-135, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cAntoinette Batumubwira\u201d.&nbsp; In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 1, &nbsp;p. 405-406.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diplomata e pol&iacute;tica do Burundi. Nasceu na cidade de Ngozi e pertence a uma proeminente fam&iacute;lia Tutsi. Entre 1979-1981, realizou curso de gradua&ccedil;&atilde;o e a seguir obteve Mestrado em Comunica&ccedil;&atilde;o. 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