{"id":1874,"date":"2020-06-30T01:06:27","date_gmt":"2020-06-30T01:06:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1874"},"modified":"2021-01-22T18:52:21","modified_gmt":"2021-01-22T18:52:21","slug":"ifi-amadiume-1947","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/ifi-amadiume-1947\/","title":{"rendered":"Ifi Amadiume (1947)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em Kaduna, na \u00e1rea cultural Igbo, na Nig\u00e9ria, realizou os estudo prim\u00e1rio e secund\u00e1rio em se pa\u00eds antes de se mudar para a Inglaterra em 1971. Estudou na&nbsp;<em>School of Oriental and African Studies<\/em> da Universidade de Londres, onde obteve mestrado (1978) e doutorado (1983) em Antropologia Social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como docente e pesquisadora, atuou durante um ano na Universidade da Nig\u00e9ria, em Enugu, e depois foi convidada para lecionar na Inglaterra, Canad\u00e1, Estados Unidos e Senegal. Suas pesquisas emp\u00edricas inovaram o campo das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero na \u00c1frica em termos te\u00f3ricos, a partir dos referenciais da cultura igbo, e resultaram nos livros &nbsp;<em>African Matriarchal Foundations: the igbo case<\/em>&nbsp;(Estruturas matriarcais africanas: o caso igbo) (1987) e a premiada <em>Male Daughters, Female Husbands: Gender and Sex in an African Society<\/em> (Filhas machos, maridos f\u00eameas: g\u00eanero e sexualidade em uma sociedade africana&nbsp;) (1987), em que antecipou o argumento depois muito difundido de que o g\u00eanero resulta de uma constru\u00e7\u00e3o ocidental, e que a dicotomia de g\u00eanero n\u00e3o existia&nbsp; na \u00c1frica antes do dom\u00ednio colonial. &nbsp;Escreveu ainda a cole\u00e7\u00e3o de ensaios <em>Re-inventing Africa: Matriarchy, Religion and Culture<\/em> (Reinventando a \u00c1frica: Matriarcado, Religi\u00e3o e Cultura) (1998).<\/p>\n\n\n\n<p>Ifi Amadiume \u00e9 tamb\u00e9m poetisa, e j\u00e1 em 1977 participou do II Festival de Artes e Culturas Negras em Lagos \u2013 FESTAC. Uma antologia de sua obra po\u00e9tica encontra-se em <em>Passion Waves<\/em> (Ondas da paix\u00e3o) (1985), e em 2006 ela ganhou o Pr\u00eamio Flora Nwapa por seu livro <em>Circles of love<\/em> (C\u00edrculos do amor). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, faz parte do conselho consultivo do&nbsp;Center for Democracy and Development (Centro para a Democracia e o Desenvolvimento), uma&nbsp;ONG que visa promover os valores da&nbsp;democracia,&nbsp;paz&nbsp;e&nbsp;direitos humanos&nbsp;na \u00c1frica, particularmente na&nbsp;\u00c1frica Ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADESINA, Jimi. Pr\u00e1ticas da Sociologia Africana: Li\u00e7\u00f5es de endogeneidade e g\u00e9nero na academia. In: SILVA, Tereza Cruz e; COELHO, Jo\u00e3o Paulo Borges; SOUTO, Am\u00e9lia Neves de (Orgs.). <strong>Como Fazer Ci\u00eancias Sociais e Humanas em \u00c1frica<\/strong>: quest\u00f5es epistemol\u00f3gicas, metodol\u00f3gicas, te\u00f3ricas e pol\u00edticas (Textos do Col\u00f3quio em Homenagem a Aquino de Bragan\u00e7a). Dakar: CODESRIA, 2012, p. 195-210.<\/p>\n\n\n\n<p>ADESINA, Jimi. \u201cRe-appropriating Matrifocality: Endogeneity and African Gender Scholarship. <strong>African Sociological Review<\/strong>, &nbsp;v. 14, nm. 1, &nbsp;2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em Kaduna, na &aacute;rea cultural Igbo, na Nig&eacute;ria, realizou os estudo prim&aacute;rio e secund&aacute;rio em se pa&iacute;s antes de se mudar para a Inglaterra em 1971. 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