{"id":1934,"date":"2020-07-01T00:53:35","date_gmt":"2020-07-01T00:53:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1934"},"modified":"2021-01-28T13:22:51","modified_gmt":"2021-01-28T13:22:51","slug":"ken-bugul-1947","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/ken-bugul-1947\/","title":{"rendered":"Ken Bugul (1947)"},"content":{"rendered":"\n<p>Pseud\u00f4nimo utilizado pela romancista senegalesa Mari\u00e8tou Mbaye Bil\u00e9oma, que na l\u00edngua wolof significa \u201calgu\u00e9m n\u00e3o desejado\u201d. Nasceu em Ndoucoumane, foi criada em ambiente pol\u00edgamo, de um pai que era um marabu de 85 anos. Depois de concluir o ensino fundamental em sua aldeia natal, ela estudou na Escola Secund\u00e1ria Malick Sy, em&nbsp;Thi\u00e8s, em Dakar, obteve uma bolsa de estudos que lhe permitiu continuar os estudos na B\u00e9lgica na d\u00e9cada de 1970.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1980, quando voltou ao pa\u00eds, foi uma das vinte e oito esposas do marabu de sua comunidade, e depois da morte dele ela se estabeleceu em Dakar, a partir de onde&nbsp; se envolveu em trabalhos para a Federa\u00e7\u00e3o Internacional&nbsp; de Planejamento Familiar, com atividades em&nbsp;Nairobi&nbsp;&nbsp;(Qu\u00eania), Brazzaville&nbsp;(Congo)&nbsp;e&nbsp;Lom\u00e9&nbsp;&nbsp;(Togo).&nbsp;Posteriormente, ela se casou com um m\u00e9dico do&nbsp;Benin&nbsp;e deu \u00e0 luz uma filha.<\/p>\n\n\n\n<p>Como romancista Ken Bugul \u00e9 ganhadora do&nbsp; Grand Prix Litt\u00e9raire d&#8217;Afrique Noire&nbsp;pelo romance&nbsp;<em>Riwan ou le Chemin de sable<\/em> (Riwan ou o caminho de areia) (2000), mas \u00e9 mais conhecida entre os leitores americanos por seu romance&nbsp;<em>Le baobab fou<\/em> (O baob\u00e1 louco) (1984), com tra\u00e7os autobiogr\u00e1ficos e onde tece uma poderosa cr\u00edtica aos resqu\u00edcios do colonialismo na \u00c1frica. Em suas pr\u00f3prias palavras,&nbsp; escrever \u00e9 \u201cmatar a morte\u201d. Seus textos cont\u00e9m uma escrita de urg\u00eancia para aliviar o sofrimento pelos traumas herdados do per\u00edodo colonial, uma escrita contra a aliena\u00e7\u00e3o e o assimilacionismo cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CHUNG, Chorok Sally. \u201cKen Bugul\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 333-334.<\/p>\n\n\n\n<p>MAGNIER, Bernard. Ken Bugul ou l\u2019\u00e9criture th\u00e9rapeutique. <strong>Notre librairie<\/strong>, v. 81, p.151-155, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>GARANE, Jeanne. \u201cLa femme moderne, c\u2019est moi; la femme traditionnelle, c\u2019est aussi moi\u201d: entretien avec Ken Bugul. <strong>Women in French Studies<\/strong>,&nbsp;v. 11, p. 101-112, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pseud&ocirc;nimo utilizado pela romancista senegalesa Mari&egrave;tou Mbaye Bil&eacute;oma, que na l&iacute;ngua wolof significa &ldquo;algu&eacute;m n&atilde;o desejado&rdquo;. Nasceu em Ndoucoumane, foi criada em ambiente pol&iacute;gamo, de um pai que era um marabu de 85 anos. Depois de concluir o ensino fundamental em sua aldeia natal, ela estudou na Escola Secund&aacute;ria Malick Sy, em&nbsp;Thi&egrave;s, em Dakar, obteve [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5852,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[290,305,292],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1934"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1934\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}