{"id":1952,"date":"2020-07-01T01:40:49","date_gmt":"2020-07-01T01:40:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1952"},"modified":"2021-01-28T12:20:33","modified_gmt":"2021-01-28T12:20:33","slug":"adelaide-casely-hayford-1868-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/adelaide-casely-hayford-1868-1960\/","title":{"rendered":"Adelaide Casely Hayford (1868\u20131960)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida como Adelaide Smith, em Freetown, durante o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o inglesa em Serra Leoa. Pertencia a uma fam\u00edlia origin\u00e1ria da miscigena\u00e7\u00e3o de povos hau\u00e7\u00e1, fanti, de retornados&nbsp; e brit\u00e2nicos, tendo pertencido a uma elite \u201ccrioula\u201d, euro-africana. Passou boa parte de sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia na Inglaterra com a fam\u00edlia, e&nbsp; estudou m\u00fasica no Conservat\u00f3rio de Stuttgart, na Alemanha. Casou-se em 1903 com o gan\u00eas Joseph Ephraim Casely-Hayford, com quem teve uma filha, Gladys May. Separaram-se posteriormente, e ambos tiveram destacada atua\u00e7\u00e3o como nacionalistas e pan-africanistas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1920 aproximou-se das ideias de Marcus Garvey. Em Nova Iorque, junto com a sobrinha, Gladys, ingressou e presidiu a divis\u00e3o de mulheres negras, inteirando-se dos programas de promo\u00e7\u00e3o para educa\u00e7\u00e3o industrial. Ap\u00f3s o retorno a Freetown, criou a Girl\u2019s Vocational School (EscolaVocacional para Meninas) em outubro de 1923, que funcionou sob sua dire\u00e7\u00e3o at\u00e9 1940. Nesta escola, defendeu a implementa\u00e7\u00e3o de um nacionalismo cultural africano por meio de um curr\u00edculo que continha elementos de hist\u00f3ria, folclore, m\u00fasica e dan\u00e7a tradicionais.&nbsp; Ela prop\u00f4s tamb\u00e9m a comemora\u00e7\u00e3o anual do Dia da \u00c1frica, quando as meninas deveriam comparecer vestidas com roupas de origem africana, de modo a evitar o assimilacionismo cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi vice-presidenta do Congresso Internacional de Mulheres de Cor, presidenta da Associa\u00e7\u00e3o de Jovens Mulheres Crist\u00e3s, presidenta da divis\u00e3o local da Associa\u00e7\u00e3o Universal do Progresso Negro (fundada por Marcus Garvey) e oradora na filial do Congresso Nacional do Oeste Africano Brit\u00e2nico em Serra Leoa, ajudando na recep\u00e7\u00e3o de W.E.B Dubois em 1924. Ela tamb\u00e9m teve a id\u00e9ia de se criar uma universidade nacional com professores que ensinassem valendo-se das l\u00ednguas africanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicava periodicamente no jornal de not\u00edcias de Serra Leoa assuntos sobre educa\u00e7\u00e3o e nacionalismo africano, sendo uma figura com impacto significativo no movimento pan africanista. Tamb\u00e9m publicou suas mem\u00f3rias em uma s\u00e9rie de artigos no <em>West African Review<\/em>, intitulada <em>The life and times of Adelaide Casely-Hayford<\/em> (A vida&nbsp; e a \u00e9poca de Adelaide Casely-Hayford) (1953-1954).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BAIR, Barbara. Pan-africanism as process: Adelaide Casely-Hayford, garveyism, and the cultural roots of nationalism. In: Lemelle, Sydney J; KELLEY, Robin D. G. (Eds.).&nbsp; <strong>Imagining home<\/strong>: class, culture and nationalism in the african di\u00e1spora. Londres: Verso, 1994, pp. 121-144.<\/p>\n\n\n\n<p>BAIR, Barbara. \u201cAdelaide Casely-Hayford\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, &nbsp;p.&nbsp; 40-41.<\/p>\n\n\n\n<p>CROMWELL, Adelaide. <strong>An african victorian feminist<\/strong>: the life and times of Adelaide Smith Casely-Haiford. Abington: Routledge, 2013 (or. 1986).<\/p>\n\n\n\n<p>OKONKWO, Rina. Adelaide Casely Hayford cultural nationalist and feminist. <strong>Phylon<\/strong>, v. 42, n. 1, p. 41-51, 1981.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida como Adelaide Smith, em Freetown, durante o per&iacute;odo de coloniza&ccedil;&atilde;o inglesa em Serra Leoa. Pertencia a uma fam&iacute;lia origin&aacute;ria da miscigena&ccedil;&atilde;o de povos hau&ccedil;&aacute;, fanti, de retornados&nbsp; e brit&acirc;nicos, tendo pertencido a uma elite &ldquo;crioula&rdquo;, euro-africana. 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