{"id":2024,"date":"2020-07-01T16:40:32","date_gmt":"2020-07-01T16:40:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2024"},"modified":"2021-01-22T18:12:44","modified_gmt":"2021-01-22T18:12:44","slug":"derartu-tulu-gemechu-1972","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/derartu-tulu-gemechu-1972\/","title":{"rendered":"Derartu Tulu Gemechu (1972)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em Bokoji, uma aldeia dos povos de etnia oromo, na Prov\u00edncia de Arsi,&nbsp; na Eti\u00f3pia. Cresceu em meio \u00e0s atividades tradicionais do mundo rural, at\u00e9 que aos dezessete anos foi admitida como oficial de pol\u00edcia. Come\u00e7ou a destacar-se nas corridas organizadas na sua escola e rapidamente aumentou as suas perspectivas no \u00e2mbito nacional. Suas primas, Genzebe Dibaba, Ejegayehu e Tirunesh Dibaba, tamb\u00e9m se tornaram corredoras de alto n\u00edvel internacioal em campeonatos de 10 e 5 mil metros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1989 Derartu participou nos Campeonatos Mundiais em Stavanger, Noruega, onde terminou no vig\u00e9simo terceiro lugar. Posteriormente, na edi\u00e7\u00e3o de 1992 ocorrida em Antu\u00e9rpia, ganhou a medalha de prata, passando a ser a primeira africana a vencer uma medalha nestes campeonatos. Tr\u00eas anos depois, no Mundial de T\u00f3quio, a sua primeira grande competi\u00e7\u00e3o, obteve a oitava posi\u00e7\u00e3o nos 10&nbsp; mil metros. No ano seguinte chegou a sua consagra\u00e7\u00e3o com os Jogos Ol\u00edmpicos de Barcelona 92, quando ganhou o ouro nos 10 mil metros, passando assim a ser a primeira mulher da \u00c1frica subsaariana a vencer uma medalha de ouro ol\u00edmpica.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma les\u00e3o no joelho manteve-a distante da competi\u00e7\u00e3o at\u00e9 1995, data em que se proclamou campe\u00e3 mundial de <em>cross-country<\/em> em Durham, na Inglaterra. Em 2000 participou nos Jogos Ol\u00edmpicos de Sydney, onde conseguiu a medalha de ouro, fazendo tamb\u00e9m a sua melhor marca pessoal, em que estabeleceu um novo recorde ol\u00edmpico de 30:17,49. No ano seguinte, conseguiu a vit\u00f3ria na Maratona de Londres e, posteriormente, ganhou o seu primeiro t\u00edtulo mundial de 10 mil metros nos Mundiais de Edmonton, praticamente o \u00fanico feito que faltava em sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A carreira de Derartu foi a personifica\u00e7\u00e3o de seus princ\u00edpios b\u00e1sicos de trabalho duro e disciplina. Em duas d\u00e9cadas, ela interrompeu a competi\u00e7\u00e3o apenas pelo nascimento de suas duas filhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CHAPPELL, R.; SEIFU, E.&nbsp; Sport, culture and politics in Ethiopia. <strong>Sport in society<\/strong>, v. 3, n. 1, p. 35-47, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>SAAVEDRA, Martha; SPICER, Byron. \u201cTulu Derartu\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 181-183. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SCOTT, Robert A..&nbsp; Evidence for the natural east african athlete. In: PITSILADIS, Yannis (Ed.). <strong>East african running:<\/strong> toward a cross-disciplinary perspective. Londres; Nova Iorque: Routledge, 2007, p. 257-282.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em Bokoji, uma aldeia dos povos de etnia oromo, na Prov&iacute;ncia de Arsi,&nbsp; na Eti&oacute;pia. Cresceu em meio &agrave;s atividades tradicionais do mundo rural, at&eacute; que aos dezessete anos foi admitida como oficial de pol&iacute;cia. Come&ccedil;ou a destacar-se nas corridas organizadas na sua escola e rapidamente aumentou as suas perspectivas no &acirc;mbito nacional. 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