{"id":2027,"date":"2020-07-01T16:42:58","date_gmt":"2020-07-01T16:42:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2027"},"modified":"2021-01-22T18:51:23","modified_gmt":"2021-01-22T18:51:23","slug":"henriqueta-godinho-gomes-1942-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/henriqueta-godinho-gomes-1942-2018\/","title":{"rendered":"Henriqueta Godinho Gomes (1942-2018)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nasceu em Empada, regi\u00e3o de Quinara, Guin\u00e9-Bissau, a mais velha de oito filhos. Seu pai, Eduardo Ant\u00f3nio da Silva era empregado dos correios da Guin\u00e9 \u201cPortuguesa\u201d e sua m\u00e3e, Maria Formosa Bastos Pinto, dona de casa. Ao completar o Liceu em Bissau, destacou-se como aluna de quadro de honra e foi galardoada com uma Bolsa de M\u00e9rito para completar os estudos universit\u00e1rios em Lisboa. Formou-se em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pelo Instituto Superior de Ci\u00eancias Sociais e Pol\u00edticas de Lisboa &#8211; ISCSP (1967). Ainda durante os estudos universit\u00e1rios, ambos integraram a c\u00e9lula do PAIGC de Lisboa por volta de 1965.<\/p>\n\n\n\n<p>Casou-se em 1967, em Lisboa, com Pedro Augusto Godinho Gomes, colega universit\u00e1rio da Guin\u00e9-Bissau. Durante esse per\u00edodo, Henriqueta e Pedro Godinho Gomes foram membros do PAIGC na clandestinidade. Em 1967, ap\u00f3s conclus\u00e3o dos estudos universit\u00e1rios, o casal instalou-se em Luanda com os tr\u00eas filhos, cidade onde viveram e trabalharam at\u00e9 1974 como quadros superiores no Instituto do Trabalho, Previd\u00eancia e Ac\u00e7\u00e3o Social de Angola. Durante esse per\u00edodo, ambos tiveram uma milit\u00e2ncia ativa no PAIGC em Angola, ao lado de outros destacados membros do partido na clandestinidade, como Corsino Fortes. Ap\u00f3s o 25 de Abril de 1974, o casal Godinho Gomes regressou \u00e0 terra natal, Guin\u00e9-Bissau. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Henriqueta Godinho Gomes veio a tornar-se figura destacada da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e uma l\u00edder pol\u00edtica da Guin\u00e9-Bissau. Determinada e convicta dos seus ideais, tais como a igualdade de g\u00eanero e a valoriza\u00e7\u00e3o da Mulher guineense, destacou-se nas fileiras do PAIGC nas d\u00e9cadas de 1980-1990, mormente na C\u00e9lula Feminina da UDEMU, que chegou a dirigir. Foi por diversas vezes Ministra, tendo assumido, entre outras, as pastas da Sa\u00fade e da Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica e Trabalho. De personalidade forte e determinada em momentos precisos, como da Confer\u00eancia para a Reconcilia\u00e7\u00e3o Nacional, admitiu ter feito parte de uma Gera\u00e7\u00e3o que lutou pela Liberdade e Desenvolvimento da Guin\u00e9-Bissau, mas tamb\u00e9m de ter cometido erros. Para registo hist\u00f3rico fica a sua leadalde pol\u00edtica e pessoal, not\u00e1vel na convic\u00e7\u00e3o, que demonstrou na defesa do Regime e do ex-presidente Jo\u00e3o Bernanrdo \u201cNino\u201d Vieira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>SHELDON, Kathleen. <strong>Historical Dictionary of Women in Sub-Saharan Africa<\/strong>. &nbsp;Lanham: Scarecrow Press, 2005<\/p>\n\n\n\n<p>ASSUN\u00c7\u00c3O, M\u00e1rcia Gomes. <strong>Representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres na Guin\u00e9-Bissau<\/strong>. Lisboa: ISCTE,&nbsp; 2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu em Empada, regi&atilde;o de Quinara, Guin&eacute;-Bissau, a mais velha de oito filhos. Seu pai, Eduardo Ant&oacute;nio da Silva era empregado dos correios da Guin&eacute; &ldquo;Portuguesa&rdquo; e sua m&atilde;e, Maria Formosa Bastos Pinto, dona de casa. 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