{"id":2036,"date":"2020-07-01T16:54:19","date_gmt":"2020-07-01T16:54:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2036"},"modified":"2021-01-26T14:24:15","modified_gmt":"2021-01-26T14:24:15","slug":"woizero-senedu-gebru-1916-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/woizero-senedu-gebru-1916-2009\/","title":{"rendered":"Woizero Senedu Gebru (1916\u20132009)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em Menagesha, na Eti\u00f3pia ocidental, pertencia a uma fam\u00edlia aristocr\u00e1tica. Seu pai foi um escritor e ex-prefeito de Adis Abeba. Ela foi educada em uma escola mission\u00e1ria sueca em seu pa\u00eds e completou os estudos na Sui\u00e7a, onde estudou na Universit\u00e9 de Lausanne (1928).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>De retorno \u00e0 Eti\u00f3pia, Woizero foi professora na Escola de S\u00e3o Jorge em Adis Abeba, e come\u00e7ou a atuar como jornalista. No per\u00edodo da ocupa\u00e7\u00e3o italiana (1935-1942), participou ativamente da resist\u00eancia, recebendo inclusive forma\u00e7\u00e3o em uma academia militar. Ela atuou durante a guerra na assist\u00eancia m\u00e9dica aos combatentes. Foi presa pelos italianos em 1937, sendo mantida na pris\u00e3o at\u00e9 1939.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1940-1950 Senedu Gebru retomou a carreira como educadora, tendo atuado na dire\u00e7\u00e3o da Escola Etege, em Adis Abeba, que era mantida pela Imperatriz Menen Asfaw e destinava-se exclusivamente a meninas, onde ela incentivou o desenvolvimento do teatro e da orat\u00f3ria p\u00fablica. Paralelamente,&nbsp; escreveu em l\u00edngua amhara (am\u00e1rico) uma colet\u00e2nea de contos, m\u00fasicas e poemas intitulada&nbsp; <em>YaLebbe Meshaf<\/em>&nbsp;(Livro do Meu Cora\u00e7\u00e3o) (1956), e diversas pe\u00e7as de teatro popular, como&nbsp;<em>Keyekketit quenoch<\/em>&nbsp;(Dias de fevereiro) (1956).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m teve intensa participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica, tendo sido a primeira mulher eleita ao Parlamento da Eti\u00f3pia (1957), onde foi nomeada vice-presidente da C\u00e2mara dos Deputados. Atuou na Cruz Vermelha e foi secret\u00e1ria-geral do Minist\u00e9rio de Assuntos Sociais. Deixou o pa\u00eds em 1974, por ocasi\u00e3o da derrubada do governo de Haile Selassie, imperador da Eti\u00f3pia (1930-1974). Retornou ao pa\u00eds alguns anos mais tardem, voltando a escrever pe\u00e7as teatrais e a colaborar na \u201ccoluna das mulheres\u201d do jornal Addis Zemen.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BIZUNEH, Belete. Women in ethiopian history: a bibliographic review.&nbsp;<strong>Northeast African Studies<\/strong>, v. 8, n. 3, p. 7\u201332, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>BURGESS, Gemma. A hidden history: women&#8217;s activism in Ethiopia.&nbsp;<em><strong>Journal of International Women&#8217;s Studies<\/strong><\/em>, v. 14, n. 3, p. 96-107, 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em Menagesha, na Eti&oacute;pia ocidental, pertencia a uma fam&iacute;lia aristocr&aacute;tica. Seu pai foi um escritor e ex-prefeito de Adis Abeba. Ela foi educada em uma escola mission&aacute;ria sueca em seu pa&iacute;s e completou os estudos na Sui&ccedil;a, onde estudou na Universit&eacute; de Lausanne (1928).&nbsp; De retorno &agrave; Eti&oacute;pia, Woizero foi professora na Escola de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5676,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[292,334],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2036\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}