{"id":2203,"date":"2020-07-02T23:06:44","date_gmt":"2020-07-02T23:06:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2203"},"modified":"2021-01-28T13:54:30","modified_gmt":"2021-01-28T13:54:30","slug":"saran-kegni-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/saran-kegni-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Saran Kegni (s\u00e9culo XIX)"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o mencionada nos livros de hist\u00f3ria, mas presente na mem\u00f3ria dos griots da Guin\u00e9, foi a esposa favorita do l\u00edder oeste-africano Samori Tur\u00ea (Samoy Tour\u00e9) (1830-1900), que de 1878 a 1898 organizou e liderou um imp\u00e9rio militar dos &nbsp;povos mandingas da atual Guin\u00e9-Conacri que se estendia da regi\u00e3o do curso superior do rio Volta at\u00e9 o Futa Djalon.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os mandingas, onde prevalecia a poligamia, algumas mulheres dos soberanos gozavam de prest\u00edgio, poder e autoridade. Uma delas eram as primeiras-esposas, e outras eram as esposas favoritas, distinguidas pelo t\u00edtulo de <em>baramuso<\/em>. Era este o caso de Saran Kegni, filha de um dos chefes mandingas capturados e executados por Samori. Segundo os tradicionalistas, al\u00e9m de rara beleza e encanto, tinha intelig\u00eancia e ast\u00facia incompar\u00e1veis. Sua fama devia-se \u00e0 capacidade de convencer o marido em diversas situa\u00e7\u00f5es, algumas das quais contra a vontade inicial dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Saran tinha acesso aos conselheiros reais, que a respeitavam por estarem cientes de sua influ\u00eancia na corte. Em certa ocasi\u00e3o, obteve o apoio desses conselheiros para contestar a opini\u00e3o de Karamoko, filho mais velho de Samori, que se manifestou favor\u00e1vel ao estabelecimento de paz com os franceses durante as guerras de ocupa\u00e7\u00e3o colonial da Guin\u00e9. Em outra oportunidade, obteve sucesso na indica\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio filho, Sarank\u00e9 Mory, o \u201cFilho de Saran\u201d, como chefe dos ex\u00e9rcitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo as tradi\u00e7\u00f5es, quando o marido, vencido pelos franceses foi enviado ao ex\u00edlio e pediu que ela o acompanhasse, ela teria negado, e lhe dito: \u201c<em>Fafaga dein t\u00ea gnina<\/em>\u201d, isto \u00e9, \u201cNunca se pode esquecer o assassino do pai\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>PALA, Achola; LY, Madina. <strong>La mujer africana en la sociedad precolonial.<\/strong> Barcelona: Serbal; UNESCO, 1982: <a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0004\/000402\/040262sb.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0004\/000402\/040262sb.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&atilde;o mencionada nos livros de hist&oacute;ria, mas presente na mem&oacute;ria dos griots da Guin&eacute;, foi a esposa favorita do l&iacute;der oeste-africano Samori Tur&ecirc; (Samoy Tour&eacute;) (1830-1900), que de 1878 a 1898 organizou e liderou um imp&eacute;rio militar dos &nbsp;povos mandingas da atual Guin&eacute;-Conacri que se estendia da regi&atilde;o do curso superior do rio Volta at&eacute; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5941,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2203"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2203\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}