{"id":2235,"date":"2020-07-02T23:50:35","date_gmt":"2020-07-02T23:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2235"},"modified":"2021-01-22T20:35:02","modified_gmt":"2021-01-22T20:35:02","slug":"souad-triki-1948","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/souad-triki-1948\/","title":{"rendered":"Souad Triki (1948)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em T\u00fanis, capital da Tun\u00edsia. O pai era enfermeiro e chefe de servi\u00e7o no Hospital Ernest Couteil e a m\u00e3e permaneceu at\u00e9 o fim da vida no servi\u00e7o dom\u00e9stico do lar. Estudou o prim\u00e1rio e o secund\u00e1rio em escolas na capital, e desde aquele momento recusou-se a usar o v\u00e9u. No in\u00edcio dos anos 1970 cursou Economia na Universidade de Paris, onde tamb\u00e9m completou o mestrado (1975) e desenvolveu estudos de doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1980 Souad Triki ingressou na vida universit\u00e1ria tunisiana, vindo a atuar como pesquisadora no Centre National d\u2019\u00c9tudes Industrielles (Centro Nacional de Estudos Industriais) e foi professora assistente na Universidade de T\u00fanis, antes de prestar concurso no Departamento de Economia do Institut National Agronomique de Tunisie \u2013 INAT (Instituto Nacional Agron\u00f4mico da Tun\u00edsia).<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, ingressou na vida pol\u00edtica, com milit\u00e2ncia no Partido Comunista e na Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores, mas aos poucos se alinhou aos movimentos feministas, primeiro no Club Tarar Haddad (1979-1980), depois na cria\u00e7\u00e3o da Revista \u201cNissa\u201d (Mulher) (1983-1986) e na funda\u00e7\u00e3o da Association Tunisienne des Femmes D\u00e9mocratiques \u2013ATFD (Associa\u00e7\u00e3o Tunisiana das Mulheres Democratas) (1989) e a Association des Femmes Tunisiennes Pour la Recherche sur le D\u00e9veloppement \u2013 AFTURD (Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres Tunisianas para a Pesquisa e o Desenvolvimento) (1989), que ela presidiu de 1999 a 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua trajet\u00f3ria como militante e como pesquisadora, destaca-se pelas pesquisas em economia e estat\u00edstica que permitiram um mapeamento das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sal\u00e1rio das mulheres na Tun\u00edsia, em particular o trabalho dom\u00e9stico e o trabalho n\u00e3o assalariado. Tamb\u00e9m participou dos debates sobre as reformas do c\u00f3digo de fam\u00edlia e sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de direitos civis no \u00e2mbito de uma sociedade como a tunisiana, marcada pelos preceitos cor\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Participou ativamente da Revolu\u00e7\u00e3o de Jasmin, o conjunto de manifesta\u00e7\u00f5es ocorridas entre 2010-2011 que levaram \u00e0 queda do regime de Zine el-Abidine Ben Ali, que governava o pa\u00eds desde 1987. Na ocasi\u00e3o ela foi eleita vice-presidente da comiss\u00e3o que preparou as elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Nacional Constituinte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>LOCH, Th\u00e9r\u00e8se; MERON, Monique. Souad Triki, une feministe pour la d\u00e9mocratie en Tunisie. <strong>Travail, Genre et Soci\u00e9t\u00e9s<\/strong>, n. 38, p. 5-25, 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em T&uacute;nis, capital da Tun&iacute;sia. 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