{"id":2280,"date":"2020-07-03T02:44:10","date_gmt":"2020-07-03T02:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2280"},"modified":"2021-01-22T14:51:52","modified_gmt":"2021-01-22T14:51:52","slug":"aicha-ech-chenna-1941","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/aicha-ech-chenna-1941\/","title":{"rendered":"Aicha Ech-Chenna  (1941)"},"content":{"rendered":"\n<p>Assistente Social marroquina e ativista pelo direito das mulheres. Nasceu em Casablanca e passou sua inf\u00e2ncia em Marrakech. Retornou para Casablanca em 1953 para continuar seus estudos em franc\u00eas na Escola Foch e no Lyc\u00e9e Joffre.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ou a carreira como secret\u00e1ria &nbsp;de uma cl\u00ednica m\u00e9dica, trabalhando em um programa de assist\u00eancia portadores de hansen\u00edase e tamb\u00e9m em um laborat\u00f3rio especializado em tuberculose. Posteriormente estudou e se formou em Enfermagem<\/p>\n\n\n\n<p>As dificuldades financeiras que teve durante sua inf\u00e2ncia e vida adulta influenciaram na sua atua\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o comunit\u00e1rio. Foi volunt\u00e1ria social por mais de cinquenta anos. Dedicou sua carreira a lidar com problemas relacionados a consci\u00eancia m\u00e9dica, prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as abusadas e mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Ficou conhecida e foi muito criticada por discutir tabus sociais, inclusive recebendo amea\u00e7as por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1962 e 1980, trabalhou no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em Casablanca e foi pioneira no debate nacional de planejamento familiar, assim como desafiou as vis\u00f5es tradicionais sobre gravidez e papel da mulher na fam\u00edlia, for\u00e7ando tais discuss\u00f5es na sociedade. Em 1985 criou em Casablanca a Association Solidarit\u00e9 F\u00e9minine (Associa\u00e7\u00e3o de Solidaridade Feminina), &nbsp;para auxiliar m\u00e3es solteiras e crian\u00e7as abusadas, com sedes espalhadas em todo o Marrocos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m escreveu o livro intitulado <em>Miseria: t\u00e9moignages<\/em> (Mis\u00e9ria: testemunhos) (1996), com hist\u00f3rias de vinte mulheres donas de casa abusadas e crian\u00e7as abandonadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Aicha recebeu pr\u00eamios nacionais e internacionais, como o Pr\u00eamio de Direitos Humanos da Rep\u00fablica Francesa (2002) e o Pr\u00eamio do Clube Internacional das Mulheres em Frankfurt (2005).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BOUGROUM, lham. A\u00efcha Ech-Chenna, la voix des femmes sans voix au Maroc.&nbsp;In: <strong>Colloque international Pleins feux sur les femmes (in)visibles<\/strong>, Universit\u00e9 de Lorraine, Nancy, 2018: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hal.univ-lorraine.fr\/hal-01915896\" target=\"_blank\">https:\/\/hal.univ-lorraine.fr\/hal-01915896<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>BOUM, Aomar. \u201cAicha Chenna\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, &nbsp;p. 63-64.<\/p>\n\n\n\n<p>ECH-CHENNA, A\u00efcha, <strong>Miseria:<\/strong> t\u00e9moignages. Casablanca: Le Fennec,1996.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assistente Social marroquina e ativista pelo direito das mulheres. Nasceu em Casablanca e passou sua inf&acirc;ncia em Marrakech. Retornou para Casablanca em 1953 para continuar seus estudos em franc&ecirc;s na Escola Foch e no Lyc&eacute;e Joffre. 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