{"id":2303,"date":"2020-07-03T03:31:17","date_gmt":"2020-07-03T03:31:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2303"},"modified":"2021-01-28T12:44:26","modified_gmt":"2021-01-28T12:44:26","slug":"aurelia-correia-c-1810-c-1875","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/aurelia-correia-c-1810-c-1875\/","title":{"rendered":"Aur\u00e9lia Correia (c.1810 &#8211; c.1875)"},"content":{"rendered":"\n<p>Comerciante, mercadora e senhora de escravos da Guin\u00e9. Nasceu provavelmente de pai cabo-verdiano e m\u00e3e de etnia  bijag\u00f3, da ilha de Orango, a maior e mais importante ilha do arquip\u00e9lago da costa da atual Guin\u00e9-Bissau. Tornou-se a mais famosa de todas as mulheres comerciantes que operaram na costa do que veio a se chamar&nbsp; Guin\u00e9 portuguesa durante o per\u00edodo colonial. Sua carreira comercial esteve indissociavelmente ligada ao com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico e \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1830 Aur\u00e9lia se mudou &nbsp;com uma tia para a Ilha das Galinhas. Na metade daquela mesma d\u00e9cada ela e seu parceiro, &nbsp;Caetano Jos\u00e9 Nozolini (1800-1850), um comerciante de escravos cabo-verdiano, da ilha de Fogo, come\u00e7aram a produzir amendoim enquanto usavam a ilha como entreposto do tr\u00e1fico de escravos. As planta\u00e7\u00f5es de amendoim, arroz e milho eram mantidas por m\u00e3o-de-obra-escrava. Os produtos agr\u00edcolas, sobretudo o amendoim, eram exportados para Marselha, na Fran\u00e7a, por interm\u00e9dio de rede das companhias francesas que atuava nos portos de Gor\u00e9e e Saint Louis, no Senegal, enquanto os cativos eram enviados para o Caribe.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1840 ela aumentou suas propriedades rurais, e se tornou a maior plantadora da Ilha de Bolama, a\u00ed permanecendo at\u00e9 1860, quando este local foi ocupado pelos brit\u00e2nicos instalados em Freetown, Serra Leoa. &nbsp;Ent\u00e3o, dirigiu os seus neg\u00f3cios para Bissau.<\/p>\n\n\n\n<p>Aur\u00e9lia Correia tinha um filho e  tr\u00eas filhas, todas posteriormente casados com fazendeiros ou empres\u00e1rios como ela. Sua fama permaneceu na mem\u00f3ria popular, em que \u00e9 lembrada como o qualificativo de \u201cM\u00e3e Aur\u00e9lia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BROOKS, George E.  A nhara of the Guinea-Bissau region: M\u00e3e Aurelia Correia. In: ROBERTSON, Claire; KLEIN, Martin (Eds.).&nbsp; <strong>The women and slavery in Africa<\/strong>. Madison: University of Wisconsin Press, 1983, p. 293-319.<\/p>\n\n\n\n<p>HAVIK, Philip J. <strong>Silences and soundbytes<\/strong>: the gendered dynamics of trade and brokerage in the pre-colonial Guinea-Bissau region. Munster: LIT Verlag, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>HAVIK, Philip J.. \u201cAur\u00e9lia Correia\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, &nbsp;p. 125-126.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comerciante, mercadora e senhora de escravos da Guin&eacute;. Nasceu provavelmente de pai cabo-verdiano e m&atilde;e de etnia bijag&oacute;, da ilha de Orango, a maior e mais importante ilha do arquip&eacute;lago da costa da atual Guin&eacute;-Bissau. Tornou-se a mais famosa de todas as mulheres comerciantes que operaram na costa do que veio a se chamar&nbsp; Guin&eacute; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5761,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[296,321,326,295,297],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2303"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2303"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2303\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}