{"id":2324,"date":"2020-07-03T17:59:00","date_gmt":"2020-07-03T17:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2324"},"modified":"2021-01-22T19:32:18","modified_gmt":"2021-01-22T19:32:18","slug":"mabel-dove-danquah-1905-1984","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/mabel-dove-danquah-1905-1984\/","title":{"rendered":"Mabel Dove Danquah (1905-1984)"},"content":{"rendered":"\n<p>Jornalista, escritora, nacionalista e ativista pol\u00edtica e de g\u00eanero em Gana. Pertencia a uma fam\u00edlia influente de Serra Leoa e aos&nbsp; seis anos frequentou a prestigiada Annie Walsh Memorial School, a escola de meninas mais antiga do pa\u00eds. Depois de sua forma\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e secund\u00e1ria foi para a Inglaterra, onde frequentou o Anglican Covenant, em Bury, e o St. Michael College, al\u00e9m de cursar secretariado no Gregg Comercial College. Casou-se com o advogado e jurista Joseph Boakye Danquah.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ou sua carreira jornal\u00edstica como  <em>freelance<\/em>, mas logo sua escrita com eleg\u00e2ncia e estilo rebuscado chamou a aten\u00e7\u00e3o dos editores, sendo contratada para o peri\u00f3dico <em>Times of West \u00c1frica<\/em> (1931-1935). Nas d\u00e9cadas seguintes, escreveu para os mais importantes jornais e revistas, como o <em>Nigerian Daily Times<\/em>, <em>The African Morning Post<\/em> e o <em>Accra Evening News<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1950, durante o processo de independ\u00eancia da ent\u00e3o Costa do Ouro, ela j\u00e1 atuava como jornalista e escritora, e defendeu em seus textos o Partido da Conven\u00e7\u00e3o do Povo &#8211; CPP, mostrando-se favor\u00e1vel \u00e0s id\u00e9ias de Kwame Nkrumah. Embora n\u00e3o pertencesse formalmente ao partido, defendeu os ideais da independ\u00eancia em artigos publicados no jornal <em>Accra Evening News<\/em> sob o pseud\u00f4nimo de Akosua Dzatsui.<\/p>\n\n\n\n<p>Mabel foi a primeira mulher a ser eleita em uma candidatura, em 1954, para o Conselho da cidade de Accra, e defendeu as necessidades b\u00e1sicas de seus eleitores, lutando por melhorias de condi\u00e7\u00f5es de vida e pela promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o de meninas e o empoderamento das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter obtido expressiva lideran\u00e7a, Mabel n\u00e3o voltou a ser indicada pelo partido em 1956. Ela por\u00e9m continuou ativa no jornalismo pol\u00edtico, explorando as poucas possibilidades reservadas \u00e0s mulheres na vida p\u00fablica durante o per\u00edodo em que viveu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>DAWUNI, Josephine. \u201cMabel Dove Danquah\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 165-167.<\/p>\n\n\n\n<p>GADZEKPO, Audrey. The hidden history of gender in Ghanain print culture. On: OYEWUMI, Oyeronke (Ed.). <strong>African gender studies<\/strong>: a reader. Nova Iorque: Palgrave Macmillan, 2005, p. 279-296.<\/p>\n\n\n\n<p>NEWELL, Stephanie; GADZEKPO (Eds.). <strong>Mabel Dove-Danquah<\/strong>: selected writings of a pionner west african feminist. Nottingham: Trent Editions, 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista, escritora, nacionalista e ativista pol&iacute;tica e de g&ecirc;nero em Gana. Pertencia a uma fam&iacute;lia influente de Serra Leoa e aos&nbsp; seis anos frequentou a prestigiada Annie Walsh Memorial School, a escola de meninas mais antiga do pa&iacute;s. 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