{"id":2346,"date":"2020-07-03T18:34:38","date_gmt":"2020-07-03T18:34:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2346"},"modified":"2021-01-22T20:34:37","modified_gmt":"2021-01-22T20:34:37","slug":"sokhna-magat-diop-1917-2003","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/sokhna-magat-diop-1917-2003\/","title":{"rendered":"Sokhna Magat Diop (1917\u20132003)"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00edder religiosa &nbsp;(<em>khalif<\/em>) nascida em Thi\u00e9s, Senegal. Era a filha mais velha do serign\u00e9 chamado Adoulaye Yakhine Diop, de um dos ramos da confraria m\u00farida, a Irmandade Sokhana, e de Tanara Ciss\u00e9, pertencente \u00e0 nobreza mandinga de G\u00e2mbia. O pai era disc\u00edpulo de Cheikh Ahmadu Bamba, e em 1914 fundou uma comunidade em Thi\u00e9s. Era o terceiro nome mais importante do movimento m\u00farida, sendo declarado mahdi \u2013 o l\u00edder espiritual renovador do isl\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Sokhna sucedeu o pai em 1943 e chefiou a comunidade m\u00farida at\u00e9 sua morte, conquistando o respeito e a admira\u00e7\u00e3o por sua ascese e misticismo, por sua piedade e habilidades organizacionais. &nbsp;Passou a viver em Touba, onde mandou construir uma grande mesquita, considerada a maior da \u00c1frica ocidental, &nbsp;e, com o apoio das irm\u00e3s, organizou a comunidade em associa\u00e7\u00f5es (<em>daairas<\/em>) em Dakar e Thi\u00e9s, organizando as atividades cotidianas, cerim\u00f4nias e peregrina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus seguidores consideram que ela herdou o Baraka \u2013 termo sufi que significa algo como o sopro ou a pulsa\u00e7\u00e3o de vida \u2013 de seu pai e da linhagem nobre da m\u00e3e. Seu status de santidade foi muito refor\u00e7ado pelo estilo de vida asc\u00e9tico e m\u00edstico. Apesar do volume de responsabilidades e da agita\u00e7\u00e3o com as obriga\u00e7\u00f5es religiosas, ela levou uma vida reclusa, em boa parte do tempo em ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o, lendo os escritos de Ahmadu Bamba e de seu pai, ou conduzindo &nbsp;retiros m\u00edsticos conhecidos como <em>khalwah<\/em>, que incluem sess\u00f5es de ora\u00e7\u00f5es, interpreta\u00e7\u00e3o de sonhos, vis\u00f5es e abstin\u00eancia que podem levar quarenta dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou por tr\u00eas casamentos, com Cheikh Ibra Fall, Masamba M\u2019Back\u00e9 e e Cheikh Atta M\u2019Back\u00e9, sucessivamente falecidos, o \u00faltimo deles em 1983. Ao morrer, Sokhna transferiu o seu califado&nbsp; para a irm\u00e3 mais jovem, Sokhna Seybatou Aidara.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BOP, Coudou. Roles and the position of women in sufi brotherhoods in Senegal.&nbsp; <strong>Journal of the American Academy of Religion<\/strong>, v. 73, n. 4, p. 1099-1119, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>COULOUN, Christian; REVEYRAND, Odile. <strong>L\u2018islam au f\u00e9minin<\/strong>: Sokhna Magat Diop, cheikh de la confr\u00e9rie mouride (S\u00e9n\u00e9gal). Bourdeaux: Universit\u00e9 de&nbsp; Bourdeaux \u2013 Centre d\u2019\u00c9tude d\u2019Afrique Noire, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>GEMMEKE, Amber. \u201cSokhna Diop\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 223-224.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L&iacute;der religiosa &nbsp;(khalif) nascida em Thi&eacute;s, Senegal. Era a filha mais velha do serign&eacute; chamado Adoulaye Yakhine Diop, de um dos ramos da confraria m&uacute;rida, a Irmandade Sokhana, e de Tanara Ciss&eacute;, pertencente &agrave; nobreza mandinga de G&acirc;mbia. O pai era disc&iacute;pulo de Cheikh Ahmadu Bamba, e em 1914 fundou uma comunidade em Thi&eacute;s. Era [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5513,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[341,347],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2346"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2346\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5513"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}