{"id":2361,"date":"2020-07-03T19:32:22","date_gmt":"2020-07-03T19:32:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2361"},"modified":"2021-01-22T19:36:49","modified_gmt":"2021-01-22T19:36:49","slug":"margaret-dongo-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/margaret-dongo-1960\/","title":{"rendered":"Margaret Dongo (1960)"},"content":{"rendered":"\n<p>Combatente da liberdade no Zimb\u00e1bue e mulher p\u00fablica com carreira pol\u00edtica independente. Nasceu no seio de uma fam\u00edlia simples que se opunha ao governo de minoria branca, e lembra-se de aos sete anos visitar o pai, que era pedreiro, na pris\u00e3o. Aos quinze anos abandonou&nbsp; a escola secund\u00e1ria&nbsp; e caminhou cerca de 300 km at\u00e9 Mo\u00e7ambique para se juntar aos combatentes da liberdade da Uni\u00e3o Nacional Africana do Zimb\u00e1bue -ZANU, que empreendia a guerra de liberta\u00e7\u00e3o contra o regime colonial liderado por Ian Smith, l\u00edder da Rod\u00e9sia, atual Zimb\u00e1bue. &nbsp;Atuou como assistente m\u00e9dica e participou do campo do combate.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando retornou ao seu pa\u00eds em 1980, ap\u00f3s a independ\u00eancia, assumiu o cargo de Secret\u00e1ria dos Assuntos da Mulher na sede nacional da ZANU-PF em Harare. Tr\u00eas anos mais tarde passou a integrar o Minist\u00e9rio de Seguran\u00e7a do Estado, atuando como porta-voz de veteranos de guerra &nbsp;&#8211; o que a levou a ajudar a fundar a Associa\u00e7\u00e3o dos Veteranos de Guerra da Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (1989), um grupo de defesa dos antigos combatentes da liberdade. Com o apoio desta associa\u00e7\u00e3o, tornou-se, aos trinta anos de idade, a parlamentar mais jovem do Parlamento&nbsp; do Zimb\u00e1bue.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas d\u00e9cadas seguintes, travou no parlamento combate incessante contra a corrup\u00e7\u00e3o praticada por membros do ZANU-PF. Como, por este motivo, n\u00e3o foi indicada pelo partido para as elei\u00e7\u00f5es de 1995, decidiu concorrer como candidata independente e conseguiu uma vaga ap\u00f3s denunciar e provar a ocorr\u00eancia de fraude no resultado da apura\u00e7\u00e3o. Numa ocasi\u00e3o, exigiu que o governo revelasse uma lista daqueles que se beneficiaram do programa de redistribui\u00e7\u00e3o de terras (2000), denunciou a a reimposi\u00e7\u00e3o de taxas nas escolas do governo (2003) e contestou os crit\u00e9rios para determinar quem deveria ser enterrado no cemit\u00e9rio oficial do pa\u00eds, o National Heroes Acre .<\/p>\n\n\n\n<p>Vista por alguns como s\u00edmbolo de renova\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica ao sistema pol\u00edtico, apesar de representar uma resist\u00eancia corajosa tornou-se gradualmente uma for\u00e7a pol\u00edtica marginalizada. &nbsp;Embora em posi\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria, mostra alternativas de mudan\u00e7a como porta-voz das mulheres no continente &nbsp;e como s\u00edmbolo do ideal democr\u00e1tico: presidiu a Uni\u00e3o dos Democratas do Zimb\u00e1bue at\u00e9 o fim deste partido em 2006.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>COMPAGNON, Daniel. Margaret Dongo, nouveau h\u00e9rault de la d\u00e9mocratie au Zimbbwe. <strong>Politique Africaine<\/strong>, v. 61, p. 122-127, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>CHIKUHWA, Jaboc W. <strong>A crisis of governance. Zimbabwe.<\/strong> Nova &nbsp;Iorque: Algora 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>KILGORE, James. \u201cMargaret Dongo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 242-244.<\/p>\n\n\n\n<p>MEREDITH, Martin. <strong>Robert Mugabe<\/strong>: power, plunder and tyranny. Johanesburgo: Jonathan Ball, 2002.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Combatente da liberdade no Zimb&aacute;bue e mulher p&uacute;blica com carreira pol&iacute;tica independente. Nasceu no seio de uma fam&iacute;lia simples que se opunha ao governo de minoria branca, e lembra-se de aos sete anos visitar o pai, que era pedreiro, na pris&atilde;o. 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