{"id":2407,"date":"2020-07-03T20:42:32","date_gmt":"2020-07-03T20:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2407"},"modified":"2021-01-28T14:39:53","modified_gmt":"2021-01-28T14:39:53","slug":"fatuma-binti-yusuf-al-alawi-c-1650-1715","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/fatuma-binti-yusuf-al-alawi-c-1650-1715\/","title":{"rendered":"Fatuma binti Yusuf al-Alawi (c. 1650-1715)"},"content":{"rendered":"\n<p>Rainha na ilha de Unguja, no arquip\u00e9lago de Zanzibar durante os \u00faltimos anos de governo portugu\u00eas na costa Swahili. Descendia de uma das dinastias Sayyid do Hadhramaut, no I\u00eamen do Sul, mas por vezes \u00e9 apresentada nas tradi\u00e7\u00f5es locais como de origem shirazi, isto \u00e9, da P\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fatuma foi uma das pelo menos vinte e seis rainhas que governaram v\u00e1rias cidades-estados Swahili entre os s\u00e9culos XVII e XIX. Isso sugere uma alta posi\u00e7\u00e3o ocupada pelas mulheres na tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica Swahili, reminiscente da tend\u00eancia matrilinear comum ao longo da costa leste africana. &nbsp;Na sucess\u00e3o din\u00e1stica, seu pai, Yusuf al-Alawi, dividiu o reino em duas partes: a parte sul, com a capital em Kizimkazi, ficou para seu filho Bakari, e a parte norte , se estendendo at\u00e9 a cidade de Zanzibar, ficou para Fatuma. Segundo alguns, ela teria tamb\u00e9m se casado com Abdullah, rei de Utondwe, com quem ela teve um filho, Hasan.<\/p>\n\n\n\n<p>Como muitas outras governantas das cidades-estados Swahili no s\u00e9culo XVII, Fatuma se viu envolvida na escalada de luta entre o decl\u00ednio do poder de Portugal e o crescente poder do &nbsp;Sultanato de Oman. Ela se mostrou leal aos portugueses, tentando enviar ajuda a guarni\u00e7\u00e3o do Forte de Jesus, em Momba\u00e7a (Qu\u00eania), &nbsp;durante o ataque do ex\u00e9rcito Omani em 1699, mas acabou sendo presa junto com o filho e enviada para Oman.&nbsp; &nbsp;Ela recebeu autoriza\u00e7\u00e3o para voltar a Zanzibar em 1709,&nbsp; sendo restaurada ao trono, mas passou a ser vigiada e proibida de enviar quaisquer mensagens aos portugueses em Mo\u00e7ambique.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando morreu, para alguns, em 1715, e para outros, em data incerta entre 1710-1728,&nbsp; foi enterrada no cemit\u00e9rio familiar adjacente ao lado sul do Forte Jesus. Ela foi sucedida por seu filho, a quem \u00e9 atribu\u00eddo o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da cidade de Zanzibar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GRAY, John. <strong>History of Zanzibar<\/strong>: from the Middle Ages to 1856. Londres: Oxford University Press, 1962.<\/p>\n\n\n\n<p>INGRAMS, William Harold. <strong>Zanzibar, its history and its people<\/strong>. Londres: Stacey International, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>LIHAMBA, A. et al. (Eds.). <strong>Women Writing Africa<\/strong>: The Eastern Region. Nova Iorque: Feminist Press, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>SHERIF, Abdoul. \u201cFatuma\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 360-361.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rainha na ilha de Unguja, no arquip&eacute;lago de Zanzibar durante os &uacute;ltimos anos de governo portugu&ecirc;s na costa Swahili. Descendia de uma das dinastias Sayyid do Hadhramaut, no I&ecirc;men do Sul, mas por vezes &eacute; apresentada nas tradi&ccedil;&otilde;es locais como de origem shirazi, isto &eacute;, da P&eacute;rsia. Fatuma foi uma das pelo menos vinte e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6011,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2407"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2407"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2407\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}