{"id":2432,"date":"2020-07-03T21:22:03","date_gmt":"2020-07-03T21:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2432"},"modified":"2021-01-22T19:43:15","modified_gmt":"2021-01-22T19:43:15","slug":"marie-elise-gbedo-1954","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/marie-elise-gbedo-1954\/","title":{"rendered":"Marie Elise Gbedo (1954)"},"content":{"rendered":"\n<p>Feminista e politica&nbsp; beninense, nasceu na cidade de Mankono, na Costa do Marfim. Freq\u00fcentou a escola prim\u00e1ria e secund\u00e1ria no Benin e obteve sua forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria na Fran\u00e7a, onde se formou em Direito e se especializou em Direito Empresarial pela Universit\u00e9 de Paris I &#8211; Panth\u00e9on-Sorbonne (1985). <\/p>\n\n\n\n<p>Em sua autobiografia, afirmou que escolheu manter sua independ\u00eancia,  preferindo n\u00e3o se casar. Marie Elise come\u00e7ou a atuar na vida p\u00fablica durante a ditadura de Mathieu K\u00e9r\u00e9kou, no final dos anos 1980. Seu primeiro objetivo foi incorporar mais prote\u00e7\u00f5es aos direitos individuais das mulheres no c\u00f3digo legal beninense. Ela entrou formalmente na arena pol\u00edtica apenas em maio de 1998, quando foi nomeada Ministra do Com\u00e9rcio. Foi demitida em junho de 1999, quando o governo lan\u00e7ou uma grande investiga\u00e7\u00e3o sobre a corrup\u00e7\u00e3o na empresa estatal petroleira beninense. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2001 Marie Elise Gbedo fez hist\u00f3ria no Benin ao se tornar a primeira mulher a concorrer \u00e0 presid\u00eancia. Optou por participar como candidata independente em vez de formar um partido pol\u00edtico. Seu slogan, &#8220;Hw\u00e9nsu&#8221;, significava &#8220;\u00c9 hora&#8221;, em fon, a l\u00edngua nacional do pa\u00eds. A campanha n\u00e3o recebeu a devida aten\u00e7\u00e3o da imprensa e de apoiadores, e ela obteve apenas 3% dos votos do eleitorado. Voltou a concorrer nas elei\u00e7\u00f5es de 2006, no qual Bonii Yayi saiu vencedor, e teve sua campanha retratada em um document\u00e1rio do cineasta Sanvi Panou, <em>L\u2019Amazone candidate<\/em> (A candidata amazona) (2007).<\/p>\n\n\n\n<p>Em continuidade ao trabalho legislativo, lutou &nbsp;pela cria\u00e7\u00e3o de normas jur\u00eddicas contra a poligamia, o que gerou cr\u00edtica de muitos parlamentares homens. &nbsp;Em uma confer\u00eancia de 2005 sobre mulheres e pol\u00edtica, proferida em Niamey, capital da Rep\u00fablica do N\u00edger, Gbedo encorajou as mulheres a entrar no processo pol\u00edtico. Outra importante frente de reivindica\u00e7\u00f5es diz respeito \u00e0s melhorias da condi\u00e7\u00e3o de acesso das meninas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, o que tem sido incentivado pela Organiza\u00e7\u00e3o Hw\u00e9nsu, que ela fundou. Tal ativismo ocasionalmente tem consequ\u00eancias para sua seguran\u00e7a, e em 2009 ela sofreu ame\u00e7as e ataques perpetrados por indiv\u00edduos desconhecidos, alguns deles mascarados.<\/p>\n\n\n\n<p>Gbedo recebeu a medalha da Ordem Nacional do Benin e foi admitida pelo presidente franc\u00eas Nicolas Sarkozy na Legi\u00e3o de Honra por seu ativismo em defesa dos direitos humanos. Sua trajet\u00f3ria aparece retratada em suas mem\u00f3rias, intituladas <em>Le destin du roseau<\/em> (O Destino do junco) (2009).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela voltou a concorrer sem sucesso \u00e0 presid\u00eancia em mar\u00e7o de 2011, e apoiou Boni Yayi ap\u00f3s ele ter obtido a vit\u00f3ria. Esta independ\u00eancia e tenacidade revelam ao mesmo tempo a fragilidade da democracia em seu pa\u00eds e a insist\u00eancia das mulheres em aproveitar todas as oportunidades na contracorrente das realidades beninenses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AHISSOU, Virgile. &#8220;Marie-Elise Gbedo: the woman who dared\u201d. <strong>Courier ACP-UE<\/strong>, p.&nbsp; 73-74, maio-junho 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>GB\u00c9DO, Marie-Elise. <strong>Le destin du roseau<\/strong>. Cotonou: Ruisseaux d&#8217;Afrique, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cMarie Elise Gbedo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 437-438.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feminista e politica&nbsp; beninense, nasceu na cidade de Mankono, na Costa do Marfim. Freq&uuml;entou a escola prim&aacute;ria e secund&aacute;ria no Benin e obteve sua forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria na Fran&ccedil;a, onde se formou em Direito e se especializou em Direito Empresarial pela Universit&eacute; de Paris I &ndash; Panth&eacute;on-Sorbonne (1985). Em sua autobiografia, afirmou que escolheu manter sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5307,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[335,306],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2432"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2432\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}