{"id":2435,"date":"2020-07-03T21:26:08","date_gmt":"2020-07-03T21:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2435"},"modified":"2021-01-26T12:36:55","modified_gmt":"2021-01-26T12:36:55","slug":"gelanesh-haddis-c-1896-1986","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/gelanesh-haddis-c-1896-1986\/","title":{"rendered":"Gelanesh Haddis (c. 1896 &#8211; 1986)"},"content":{"rendered":"\n<p>Acad\u00eamica e professora da Igreja Ortodoxa Et\u00edope.&nbsp; Nasceu em Silalu, em Gojjam, prov\u00edncia Oeste da Eti\u00f3pia. Seu pai, Haddis Kidam, foi um especialista no g\u00eanero po\u00e9tico et\u00edope chamado <em>qin\u00e9<\/em>&nbsp; &nbsp;e transmitiu o seu conhecimento para a filha Gelanesh. Ele percebeu os talentos excepcionais dela, visto que Gelanesh ficou cega aos oito anos e pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica naquele tempo eram desprezados e viviam na mendic\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Este g\u00eanero po\u00e9tico, tamb\u00e9m referenciado como <em>qen\u00e9 <\/em>ou <em>s\u00e4m ena warq<\/em>, exige grande conhecimento da l\u00edngua am\u00e1rico (amhara), tigrynia e da escrita geez, al\u00e9m do contexto cultural onde o poema tem origem e a base religiosa do cristianismo desenvolvido ao longo da hist\u00f3ria da Abiss\u00ednia.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a sua forma\u00e7\u00e3o, ela se tornou uma famosa professora de <em>qin\u00e9<\/em>, e tamb\u00e9m se especializou no tipo de interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica conhecido como <em>andimta<\/em> que consiste numa ampla memoriza\u00e7\u00e3o das interpreta\u00e7\u00f5es recebidas por acad\u00eamicos b\u00edblicos do passado embora alguma inova\u00e7\u00e3o pudesse ser admitida. Sua cegueira pode aqui t\u00ea-la beneficiado, fortalecendo sua capacidade de concentra\u00e7\u00e3o. Na Eti\u00f3pia,&nbsp; existem dispositivos mnem\u00f4nicos diversos para tais prop\u00f3sitos e pessoas de fora da Eti\u00f3pia ficam surpresos com a alta capacidade de memoriza\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada com esses t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Gelanesh Haddis come\u00e7ou sua carreira como assistente do pai em sua cidade natal, at\u00e9 invas\u00e3o italiana e ocupa\u00e7\u00e3o na Eti\u00f3pia (1935- 1941), quando o pai morreu vitimado pela guerra. Ela continuou por 50 anos a ensinar <em>qin\u00e9<\/em>, formando cerca de 150 professores deste g\u00eanero po\u00e9tico. Ganhou enorme fama na Igreja Ortodoxa devido \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es e foi premiada como uma das mais excepcionais professoras do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GEBRAI, Isaias Haileab. Geez oral poetry (qenie): an stylistical and thematic analysis. <strong>European Journal of Philosophy, Culture and Religion<\/strong>, v. 2, n. 1, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>MOLVAER, Reidulf. \u201cGelanesh Haddis\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 449-450.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acad&ecirc;mica e professora da Igreja Ortodoxa Et&iacute;ope.&nbsp; Nasceu em Silalu, em Gojjam, prov&iacute;ncia Oeste da Eti&oacute;pia. Seu pai, Haddis Kidam, foi um especialista no g&ecirc;nero po&eacute;tico et&iacute;ope chamado qin&eacute;&nbsp; &nbsp;e transmitiu o seu conhecimento para a filha Gelanesh. Ele percebeu os talentos excepcionais dela, visto que Gelanesh ficou cega aos oito anos e pessoas com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5668,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[293],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2435"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}