{"id":2496,"date":"2020-07-05T04:22:46","date_gmt":"2020-07-05T04:22:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2496"},"modified":"2021-01-28T12:23:48","modified_gmt":"2021-01-28T12:23:48","slug":"ahmose-nefertari-1570-1505-a-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/ahmose-nefertari-1570-1505-a-c\/","title":{"rendered":"Ahmose-Nefertari (1570\u20131505 a.C.)"},"content":{"rendered":"\n<p>Primeira rainha da 18\u00aa dinastia, durante o Reino Novo. Era consorte real do fara\u00f3 Ahmose I, com quem teve pelo menos tr\u00eas filhos. Um deles, que viria a governar com o nome de Amenhotep I, sucedeu o pai no trono. Entre os t\u00edtulos que ostentava, estavam os de \u201cPrincesa heredit\u00e1ria\u201d, \u201cMuito graciosa\u201d, \u201cMuito elogiosa\u201d, \u201cM\u00e3e de rei\u201d, \u201cEsposa de grande rei\u201d, \u201cEsposa de deus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu pai, Kamos,&nbsp;governou durante o per\u00edodo da invas\u00e3o dos Hicsos, e pode ter perdido a vida em uma batalha. Foi durante o reinado de seu meio-irm\u00e3o e esposo real que ela recebeu, ao que parece pela primeira vez na hist\u00f3ria do Egito, o t\u00edtulo de \u201cEsposa do deus Amon\u201d, o que fez com que posteriormente ela viesse a ser divinizada e venerada. Nesta posi\u00e7\u00e3o, ela se tornou benefici\u00e1ria de todas as propriedades e riquezas do templo de Amon, passando a incumbir a ela a administra\u00e7\u00e3o de tais bens. Para alguns, poderia ter sido a regente durante a menoridade de Amenhotep I.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua posi\u00e7\u00e3o de poder e prest\u00edgio refletem-se nas grandiosas representa\u00e7\u00f5es de Ahmose-Nefertari em Karnak. Ela parece ter morrido no quinto ou sexto ano de governo de Tutm\u00e9s I, e pode ter sido enterrada em Dra Abu el-Naqa. Ap\u00f3s a morte, foi deificada&nbsp;e cultuada em Tebas, como \u201cSenhora do C\u00e9u\u201d e \u201cSenhora do Oeste\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas representa\u00e7\u00f5es de Ahmose-Nefertari, ela \u00e9 retratada com pele negra, ou por vezes assume tons de azul. Argumenta-se que a cor de sua pele poderia ser indicativo de sua ascend\u00eancia n\u00fabia, conforme sugest\u00e3o do arque\u00f3logo Flinders Petrie, em 1939, e conforme interpreta\u00e7\u00e3o do pesquisador Martin Bernal em seu conhecido livro chamado Black Athena (Atenas Negra), de 1978. Para outros(as) pesquisadores(as), a cor sinalizaria o seu papel como deusa da ressurrei\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o preto \u00e9 a cor das terras f\u00e9rteis e \u00famidas encontrada nas margens do Nilo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ALAMEEN-SHAVERS, Antwanisha. Not a trophy wife: (re)interpreting the position held by queens of Kemet during the New Kingdom as a political seat.&nbsp;<strong>Journal of Black Studies<\/strong>, v. &nbsp;49, n. 7, p.&nbsp; 647\u2013671, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>BRADBURY, Louise. Nefer&#8217;s Inscription: on the death date of queen Ahmose-Nefertary and the deed found pleasing to the king. <strong>Journal of the American Research Center in Egypt<\/strong>, v. 22, p. 73-95, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>GITTON, Michel.&nbsp;<strong>Les divines epouses de la 18e dynastie<\/strong>. Paris: CNRS,&nbsp;1984. Dispon\u00edvel em: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.persee.fr\/doc\/ista_0000-0000_1984_mon_306_1\" target=\"_blank\">https:\/\/www.persee.fr\/doc\/ista_0000-0000_1984_mon_306_1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira rainha da 18&ordf; dinastia, durante o Reino Novo. Era consorte real do fara&oacute; Ahmose I, com quem teve pelo menos tr&ecirc;s filhos. Um deles, que viria a governar com o nome de Amenhotep I, sucedeu o pai no trono. 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