{"id":2502,"date":"2020-07-05T04:30:54","date_gmt":"2020-07-05T04:30:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=2502"},"modified":"2021-01-28T13:56:00","modified_gmt":"2021-01-28T13:56:00","slug":"sobekneferu-seculo-xix-a-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/sobekneferu-seculo-xix-a-c\/","title":{"rendered":"Sobeknefru (s\u00e9culo XIX a.C.)"},"content":{"rendered":"\n<p>Tamb\u00e9m identificada pelo nome de Sobekneferu ou Neferusobek, que significa, literalmente \u201cBeleza de Sobek&#8221;.&nbsp;Foi a s\u00e9tima e \u00faltima governante da 12\u00aa dinastia e, ao que parece, a primeira mulher conhecida&nbsp;a governar como fara\u00f3, tendo adotado os t\u00edtulos e ins\u00edgnias tradicionais da monarquia fara\u00f4nica. Foi por isto chamada de \u201cAmada de R\u00e1\u201d, de \u201cSenhora das duas terras\u201d, de \u201cSobek a perfeita\u201d e outros qualificativos distintivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela administrou diretamente o Egito no per\u00edodo de 1799-1795 a.C.&nbsp;Era filha do fara\u00f3 Amenemhat III (c. 1860-c.1814) e meia-irm\u00e3 de Amenemhat IV, com quem, seguindo o costume, foi casada.&nbsp;Como este \u00faltimo governante morreu sem deixar um herdeiro, ela assumiu o governo.&nbsp;Por n\u00e3o ter tido filhos, seu reinado sinalizou o fim de sua dinastia e o in\u00edcio da 13\u00aa dinastia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobekneferu poderia ter sido a respons\u00e1vel direta pela constru\u00e7\u00e3o do complexo monumental do templo de Amenemhat III, em Hawara. Por\u00e9m, poucos monumentos e representa\u00e7\u00f5es iconogr\u00e1ficas fazem refer\u00eancia a ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que parece, um busto desaparecido durante a II Guerra Mundial que estava no acervo do Museu Eg\u00edpcio de Berlim poderia constituir uma das raras representa\u00e7\u00f5es dela, e alguns pequenos registros pict\u00f3ricos podem ter sido feitos em sua mem\u00f3ria. Outra pe\u00e7a importante \u00e9 o \u201cDorso de Sobekneferu\u201d, pertence ao Museu do Louvre, na Fran\u00e7a. Ao todo, restam cinco imagens dela, embora o seu nome e o seu governo constem nas mais conhecidas listas reais. Nem o seu t\u00famulo e nem a sua pir\u00e2mide foram at\u00e9 o momento descobertos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>DODSON, Aidan; &nbsp;Dyan Hilton. <strong>The complete royal families of Ancient Egypt<\/strong>. Londres: Thames &amp; Hudson, 2004.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GRAJERZKI,&nbsp;W. <strong>The Middle Kingdom of Ancient Egypt<\/strong>: history, archaeology and society. Londres: Duckworth, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>HILL, Brandi D. <strong>A study of royal female power and political influence in Ancient Egypt<\/strong>: contextualizing queenship in the twelfth dynasty. Doctoral thesis, Swansea University, 2019. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/cronfa.swan.ac.uk\/Record\/cronfa51920\" target=\"_blank\">http:\/\/cronfa.swan.ac.uk\/Record\/cronfa51920<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb&eacute;m identificada pelo nome de Sobekneferu ou Neferusobek, que significa, literalmente &ldquo;Beleza de Sobek&rdquo;.&nbsp;Foi a s&eacute;tima e &uacute;ltima governante da 12&ordf; dinastia e, ao que parece, a primeira mulher conhecida&nbsp;a governar como fara&oacute;, tendo adotado os t&iacute;tulos e ins&iacute;gnias tradicionais da monarquia fara&ocirc;nica. Foi por isto chamada de &ldquo;Amada de R&aacute;&rdquo;, de &ldquo;Senhora das duas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5948,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2502"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2502"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2502\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}