{"id":4683,"date":"2020-12-13T16:51:17","date_gmt":"2020-12-13T16:51:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=4683"},"modified":"2021-01-28T12:39:17","modified_gmt":"2021-01-28T12:39:17","slug":"ana-joaquina-dos-santos-e-silva-1789-1859","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/ana-joaquina-dos-santos-e-silva-1789-1859\/","title":{"rendered":"Ana Joaquina dos Santos e Silva (1789-1859)"},"content":{"rendered":"\n<p>Tamb\u00e9m mencionada como Dona Ana Joaquina dos Santos ou Dona Ana Mulata. Nasceu em Luanda, tendo por pai o portugu\u00eas Joaquim de Santa Ana Nobre dos Santos e a m\u00e3e afro-portuguesa Dona Tereza de Jesus. Destacou-se a partir da d\u00e9cada de 1830 como rica e influente financiadora, investidora e empreendedora, com atua\u00e7\u00e3o principal nos neg\u00f3cios do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de escravos(as).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da vida casou-se, sucessivamente, com o Coronel Jo\u00e3o Rodrigues, com quem teve uma filha, e com o pr\u00f3spero negociante portugu\u00eas Joaquim Ferreira Santos Silva, com quem dividiu a administra\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios e depois de sua morte assumiu pleno controle das atividades comerciais e rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi propriet\u00e1ria de&nbsp; fazendas&nbsp; de a\u00e7\u00facar em Ikolo e Bengo, e outras planta\u00e7\u00f5es no distrito de Colungo Alto e em Mo\u00e7\u00e2medes, no litoral sul de Angola, e propriet\u00e1ria de centenas de escravos. Em Angola, tinha investimentos em Luanda, Mo\u00e7\u00e2medes, Dande, Icolo e Bengo. Detinha a propriedade de diversos navios negreiros que circulavam dos portos de Luanda e Benguela para a Baia, Recife, Rio de Janeiro, e tamb\u00e9m abasteciam os mercados de escravos em Montevid\u00e9u e em Lisboa. Em 1843 tamb\u00e9m atuava junto aos <em>sertanejos<\/em> e pombeiros no apresamento de escravos no interior, em parceria com o comerciante&nbsp; e&nbsp; explorador portugu\u00eas Joaquim Rodrigues Gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que parece, era alfabetizada. Desfrutava de posi\u00e7\u00e3o e grande prest\u00edgio na sociedade angolana da metade do s\u00e9culo XIX. Faleceu enquanto viajava para Portugal em busca de tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARDOSO, Carlos Alberto Lopes. \u201cAna Joaquina dos Santos Silva, industrial angolana da segunda metade do s\u00e9culo XIX. <strong>Boletim Cultural da C\u00e2mara Municipal de Luanda<\/strong>, Luanda, v. 32, p. 05-14, 1972.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Vanessa dos Santos. Donas, pretas livres e escravas em Luanda (sec. XIX). <strong>Estudos Ibero-Americanos<\/strong>, v. 44, n. 3, p. 447-456, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>PANTOJA, Selma. \u201cG\u00eanero e com\u00e9rcio: as traficantes de escravos na regi\u00e3o de Angola. Travessias, Cascavel, v. 4-5, p. 79-97, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>WHELER, Douglas. \u201cAna Joaquina dos Santos e Silva\u201d. <strong>In<\/strong>: Akyeampong, Emmanuel K.; Gates Jr., Henry Louis (dirs.). <strong>Dictionary of african biography<\/strong>. Oxford: Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 277-278.<\/p>\n\n\n\n<p>WHEELER, Douglas. Angolan woman of means: D. Ana Joaquina dos Santos e Silva, mid-nineteenth century luso-african Merchant-capitalist of Luanda. <strong>Santa Barbara Portuguese Studies<\/strong>, v. 3, p. 284-297, 1996.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb&eacute;m mencionada como Dona Ana Joaquina dos Santos ou Dona Ana Mulata. 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