{"id":6357,"date":"2021-05-31T01:03:38","date_gmt":"2021-05-31T01:03:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=6357"},"modified":"2021-06-03T16:50:46","modified_gmt":"2021-06-03T16:50:46","slug":"iyayun-seculo-xv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/iyayun-seculo-xv\/","title":{"rendered":"Iyayun (s\u00e9culo XV)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em uma fam\u00edlia de alta linhagem em Ogboro, atual Estado de Oy\u00f3, na Nig\u00e9ria, provavelmente durante o s\u00e9culo XV. Seu nome vincula-se aos tempos iniciais do antigo Imp\u00e9rio de Oy\u00f3, quando hist\u00f3ria e lenda por vezes se confundem.<\/p>\n\n\n\n<p>Baseado em informa\u00e7\u00f5es recolhidas da tradi\u00e7\u00e3o oral junto aos arokins, os bardos reais do pal\u00e1cio dos alafins de Oy\u00f3, o erudito Samuel Johnson registrou no final do s\u00e9culo XIX dados da hist\u00f3ria de Iyayun na primeira parte do livro <em>The history of the&nbsp; yorubas<\/em> (A hist\u00f3ria dos yorubas) (1897).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela teria sido filha de Aganju, o mais alto governante de&nbsp; Ogboro, que detinha o t\u00edtulo de Onisambo, equivalente a rei. Na juventude, foi desejada pelo poderoso e orgulhoso Aganju, quarto governante real (alafin) da antiga cidade de Oy\u00f3. Como o pai dela recusasse entrega-la em casamento, o pretendente conduziu uma dura guerra, capturando os advers\u00e1rios vencidos e destruindo suas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Levada \u00e0 for\u00e7a para Oy\u00f3-Il\u00ea, ap\u00f3s algum tempo Iyayun manteve rela\u00e7\u00f5es com Lugbe, um dos filhos de Aganju, motivo pelo qual este foi sentenciado \u00e0 morte e executado.&nbsp; O alafin morreu pouco tempo depois consumido pela dor, enquanto ela engravidou e deu \u00e0 luz o sucessor, chamado Kori.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento do parto coube ao alto dignit\u00e1rio que desempenhava a fun\u00e7\u00e3o de Basorun administrar o reino, mas com o nascimento da crian\u00e7a ela governou durante toda a menoridade dele como regente. Conforme Johnson, em todo aquele per\u00edodo \u201cela&nbsp; usava a coroa, vestia as roupas reais, foi investida com o Ejigba, o Opa ileke e outras ins\u00edgnias reais, e governou o Reino como homem at\u00e9 que seu filho fosse maior de idade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Iyayun, ainda que lacunar, fragment\u00e1ria, confirma o papel diferencial de mulheres em qualquer posi\u00e7\u00e3o&nbsp; que tivessem a oportunidade de ocupar nas&nbsp; sociedades africanas anteriores ao colonialismo, e na hist\u00f3ria das sociedades de l\u00edngua yoruba.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>JONHSON, Samuel. The history of yorubas: from the earliest times to the beginning of British Protectorate. Lagos: CMS Bookshops, 1921.<\/p>\n\n\n\n<p>OYEW\u00d9M\u00cd, Oy\u00e8ronk\u00e9. Making history, creating gender: some methodological and interpretative questions in the writing of Oy\u00f3 oral traditions.&nbsp; History in Africa (Cambridge, v. 25, p. 263-305, 1998. <strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em uma fam&iacute;lia de alta linhagem em Ogboro, atual Estado de Oy&oacute;, na Nig&eacute;ria, provavelmente durante o s&eacute;culo XV. Seu nome vincula-se aos tempos iniciais do antigo Imp&eacute;rio de Oy&oacute;, quando hist&oacute;ria e lenda por vezes se confundem. 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