{"id":6360,"date":"2021-05-31T01:13:30","date_gmt":"2021-05-31T01:13:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=6360"},"modified":"2021-06-03T20:10:15","modified_gmt":"2021-06-03T20:10:15","slug":"josefina-fortes-chantre-1942","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/josefina-fortes-chantre-1942\/","title":{"rendered":"Josefina Fortes Chantre (1942)"},"content":{"rendered":"\n<p>Tamb\u00e9m conhecida pelo apelido de Zezinha Chantre, nasceu em 1942 na Ilha de Santo Ant\u00e3o, na atual Rep\u00fablica de Cabo Verde. Na inf\u00e2ncia, estudou ao Liceu nacional Gil Eanes de Mindelo, durante\u00a0 o per\u00edodo de domina\u00e7\u00e3o portuguesa. No in\u00edcio os anos 1960, conseguiu uma bolsa de estudos do governo portugu\u00eas para<strong> <\/strong>seguir um curso de Consultor T\u00e9cnico de Servi\u00e7o Social no Internato S\u00e3o Vicente de Paula, em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir viveu um tempo em Cabo Verde e em 1963 viveu temporariamente em Luanda, Angola, na casa de um tio, quando atuou como Assistente Social por quatro anos junto ao Servi\u00e7o Social de Luanda, antes de regressar ao Portugal para seguir um novo curso na Escola Superior do Servi\u00e7o Social.<\/p>\n\n\n\n<p>De volta \u00e0 Lisboa, \u00a0envolveu-se junto com o companheiro, Joaquim Pereira de Carvalho (1944)\u00a0\u00a0 \u2013 um militante da FRELIMO que estudara na Universidade T\u00e9cnica de Lisboa, nas lutas pela independ\u00eancia das col\u00f4nias africanas. Ambos passaram pela Su\u00e9cia e por Argel, e quando se separaram Zezinha juntou-se aos l\u00edderes do Partido Africano para a Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC), em Conacri.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois ter seguindo uma prepara\u00e7\u00e3o militar, Zezinha  Chantre recusou a nomea\u00e7\u00e3o de Am\u00edlcar Cabral para dar aulas, integrando-se ao secretariado pessoal do l\u00edder m\u00e1ximo da luta de liberta\u00e7\u00e3o, tornando-se respons\u00e1vel pelo jornal <em>Actualit\u00e9s<\/em>, \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o do PAIGC, que tinha por objetivo a difus\u00e3o da luta armada e a divulga\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es\u00a0 do partido junto \u00e0s comunidades. Em 1973 representou o PAIGC em Argel, viveu durante algum tempo na Guin\u00e9 e em 1980 deixou este pa\u00eds para residir definitivamente  na Rep\u00fablica de  Cabo Verde.<\/p>\n\n\n\n<p>Josefina Chantre foi uma das fundadoras da Organiza\u00e7\u00e3o das Mulheres de Cabo Verde \u2013 dedicando-se a iniciativas pela promo\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica das mulheres e \u00e0 luta pela igualdade de direitos.\u00a0 Teve forte atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0\u00a0 Rede de Mulheres Parlamentares Cabo-Verdianas (RMP-CV) e preside a Renascen\u00e7a Africana \u2013 Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres da \u00c1frica Ocidental \u2013 RAMOA-CV.<\/p>\n\n\n\n<p>                                                                                                                                 Sugest\u00e3o da biografia\u00a0e reda\u00e7\u00e3o inicial : Ferhat M\u00e9chou\u00e8k<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CHANTRE,&nbsp; Josefina.&#8221;Penso que sou uma guerreira, uma mulher que viveu o seu tempo&#8221; (Entrevista). In: <strong>Santiago magazine<\/strong>, 2018. Dispon\u00edvel em: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/santiagomagazine.cv\/entrevista\/penso-que-sou-uma-guerreira-uma-mulher-que-viveu-o-seu-tempo\" target=\"_blank\">http:\/\/santiagomagazine.cv\/entrevista\/penso-que-sou-uma-guerreira-uma-mulher-que-viveu-o-seu-tempo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>CHANTRE, Josefina.O contributo das mulheres para a independ\u00eancia (Entrevista). In: <strong>N\u00f3s genti Cabo Verde<\/strong>, n. 4, 2012, pp. 180-187. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/nosgenti.com\/josefina-chantre-o-contributo-das-mulheres-para-a-independencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/nosgenti.com\/josefina-chantre-o-contributo-das-mulheres-para-a-independencia\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>DJAL\u00d3,  Tcherno, Li\u00e7\u00f5es e legitimidade dos conflitos pol\u00edticos na Guin\u00e9-Bissau. &nbsp;<strong>Soronda:<\/strong> Revista de Estudos Guineenses, nova s\u00e9rie, n. 2, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00c9CHOU\u00c8K, Ferhat.&nbsp;Annuaire prosopographique. In: IDEM. &nbsp;<strong>Socio-anthropologie des \u00e9lites au pouvoir en Guin\u00e9e-Bissau, de l\u2019\u00e8re coloniale au syst\u00e8me n\u00e9o-patrimonial (1466-2019): l\u2019impossible \u201cclasse dirigeante\u201d ?.&nbsp;<\/strong>Th\u00e8se de doctorat (Universit\u00e9 de Lille), Lille, 2020, pp. 367-368.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSEMARY, Galli; JONES, Jocelyn. <strong>Guinea-Bissau<\/strong>: Politics, economics and society. London: Lynne Rienner, 1987, pp. 96-97. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb&eacute;m conhecida pelo apelido de Zezinha Chantre, nasceu em 1942 na Ilha de Santo Ant&atilde;o, na atual Rep&uacute;blica de Cabo Verde. Na inf&acirc;ncia, estudou ao Liceu nacional Gil Eanes de Mindelo, durante&nbsp; o per&iacute;odo de domina&ccedil;&atilde;o portuguesa. 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