{"id":641,"date":"2020-06-23T03:32:41","date_gmt":"2020-06-23T03:32:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=641"},"modified":"2021-01-22T19:00:14","modified_gmt":"2021-01-22T19:00:14","slug":"todd-judith-1943","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/todd-judith-1943\/","title":{"rendered":"Judith Todd (1943)"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00edder pol\u00edtica, nacionalista e autora zimbabuense. Nasceu na Miss\u00e3o Dadaya, durante o per\u00edodo da domina\u00e7\u00e3o colonial brit\u00e2nica na ent\u00e3o Rod\u00e9sia do Sul, atual Rep\u00fablica do Zimbabwe. Seu pai, Garfield Todd, foi governador colonial no per\u00edodo de 1953-1958, e sua m\u00e3e, Jean Gac Todd, projetou e implementou o sistema educacional africano na Rod\u00e9sia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1960, come\u00e7ou a participar de protestos pol\u00edticos. Juntou-se ao movimento do nacionalismo negro da Rod\u00e9sia, filiando-se ao National Democratic Party \u2013 NDP (Partido Nacional Democr\u00e1tico). Quando o regime de Ian Smith baniu este partido, ela se juntou ao Zimbabwe African People\u2019s Union \u2013 ZAPU (Uni\u00e3o do Povo Africano do Zimb\u00e1bue), e quando este foi banido, juntou-se &nbsp;ao People\u2019s Cartaker Council \u2013 PCC (Conselho do Povo Cartaker) e ajudou a organizar os estudantes da University College of Rhodesia (Col\u00e9gio Universit\u00e1rio da Rod\u00e9sia).<\/p>\n\n\n\n<p>No processo de liberta\u00e7\u00e3o colonial, &nbsp;ela foi uma das mais fervorosas opositoras do governo de minoria branca, o que a levou em 1964 a ser presa e condenada por liderar uma manifesta\u00e7\u00e3o em frente ao Parlamento. Alguns anos mais tarde publicou o seu primeiro livro, <em>An act of treason: Rhodesia 1965, a survey of the background of the Unilateral Declaration of Independance<\/em> (Um ato de trai\u00e7\u00e3o: Rod\u00e9sia 1965, um levantamento dos antecedentes da Declara\u00e7\u00e3o Unilateral de Independ\u00eancia) (1966).<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de Ian Smith mandou prend\u00ea-la novamente em 1972 sob a acusa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a e ordem p\u00fablica. Foi confinada em uma pris\u00e3o de homens negros, onde fez greve de fome. O governo, ap\u00f3s repercuss\u00e3o internacional, a transferiu para a Pris\u00e3o de Chikurubi, um estabelecimento prisional destinado a mulheres brancas em Harare, e ao ser libertada foi expulsa do pa\u00eds. No ex\u00edlio em Londres ela escreveu o seu segundo livro: <em>The right to say no<\/em> (O direito de dizer n\u00e3o) (1972), e em 1978 foi trabalhar para o Zimbabwe Project Trust \u2013 uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental que oferecia suporte e apoio a refugiados, com sede na Z\u00e2mbia e em Mo\u00e7ambique;<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 1980, ap\u00f3s a queda de Smith, o Zimb\u00e1bue se tornou uma na\u00e7\u00e3o independente e Robert Mugabe assumiu o cargo de Primeiro-Ministro. Judih pode voltar para casa depois de quase oito anos de ex\u00edlio e deu continuidade ao trabalho do Zimbabwe Project Trust. Teve a oportunidade de concorrer ao parlamento, em franca oposi\u00e7\u00e3o ao ZANU-PF, o partido governo, e logo caiu em desgra\u00e7a junto ao regime por denunciar esquemas de corrup\u00e7\u00e3o e favorecimentos no jornal <em>Daily News<\/em>, que ela fundou em 1999. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Suas ideias, mem\u00f3rias e opini\u00f5es sobre o pa\u00eds que ela ajudou a criar est\u00e3o registradas em seu \u00faltimo livro <em>Through the darkness: a life in Zimbabwe<\/em> (Atrav\u00e9s da escurid\u00e3o: uma vida no Zimb\u00e1bue) (2007). A obra foi escrita na \u00c1frica do Sul, onde ela passou a residir depois de ter perdido a cidadania por uma determina\u00e7\u00e3o do governo de Mugabe em 2003.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CHENNELS, Anthony. The authority of presence: reading Judith Todd\u2019s Through the darkness as a diary. <strong>Journal of Literary Studies<\/strong>, v. 25, n. 1, p. 98- 115, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>CHUNG, Fay. <strong>Re-living the second Chimurenga<\/strong>: memories from Zimbabwe\u2019s&nbsp; Liberation Struggle. Harare: Weaver Press, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>ZUKAS, Lorna Lueker. \u201cJudith Todd\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 6, p. 36-37.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L&iacute;der pol&iacute;tica, nacionalista e autora zimbabuense. Nasceu na Miss&atilde;o Dadaya, durante o per&iacute;odo da domina&ccedil;&atilde;o colonial brit&acirc;nica na ent&atilde;o Rod&eacute;sia do Sul, atual Rep&uacute;blica do Zimbabwe. 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