{"id":673,"date":"2020-06-23T16:38:34","date_gmt":"2020-06-23T16:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=673"},"modified":"2021-01-28T14:09:34","modified_gmt":"2021-01-28T14:09:34","slug":"umuhoza-victoire-ingabire-1968","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/umuhoza-victoire-ingabire-1968\/","title":{"rendered":"Victoire Ingabire Umuhoza (1968)"},"content":{"rendered":"\n<p>Ativista dos direitos humanos e pol\u00edtica ruandesa de origem Hutu. Fez parte do Minist\u00e9rio da Economia do pa\u00eds e atualmente realiza estudos na cidade de Roterdam, na Holanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1994, no in\u00edcio do genoc\u00eddio dos povos tutsis, ela estava em Haia quando soube que seu irm\u00e3o e vizinhos haviam sido mortos por mil\u00edcias e que seu marido havia conseguido escapar e se refugiado em Goma (Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo), &nbsp;de onde o ajudou <s>a<\/s>, junto com sua fam\u00edlia, a encontrarem abrigo no sul da Holanda.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1, o casal tornou p\u00fablico o genoc\u00eddio, deu assist\u00eancia as v\u00edtimas e refugiados, e fundaram a <em>Association of Charitable Contact, Dialogue, and Actions<\/em> \u2013 CODAC (Associa\u00e7\u00e3o de Caridade, Contato e Di\u00e1logo), para envio de suprimentos a esses.&nbsp; Ela tamb\u00e9m fundou a Uraho, uma institui\u00e7\u00e3o de ajuda \u00e0s refugiadas nos Pa\u00edses Baixos, e a Harambe, organiza\u00e7\u00e3o para coordenar as a\u00e7\u00f5es das mulheres africanas que moravam na Holanda, cuja denomina\u00e7\u00e3o, na l\u00edngua swahili, quer dizer \u201ctodos juntos, como se fosse um\u201d; al\u00e9m de compor o PRO-JUSTITIA-Rwanda, grupo de press\u00e3o por justi\u00e7a para todas as v\u00edtimas do genoc\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Umuhoza fez oposi\u00e7\u00e3o ao regime de Paul Kagame e a Frente Patri\u00f3tica Ruandesa &#8211; RPF, que controla Ruanda. &nbsp;Ela se uniu ao Republican Rally for Democracy in Rwanda \u2013 RDR (Ajuntamento pela Democracia em Ruanda) e, em 2000, tornou-se a presidente do partido; entre 2003 e 2006, liderou a alian\u00e7a entre a oposi\u00e7\u00e3o, as For\u00e7as Democr\u00e1ticas Unidas &#8211; FDU, e formou uma coaliz\u00e3o de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais, enquanto supervisionava filiais de uma multinacional e publicava textos sobre pol\u00edtica em Ruanda e na regi\u00e3o dos &nbsp;Grandes Lagos.<\/p>\n\n\n\n<p>De retorno \u00e0 Ruanda em 2008, criticou os julgamentos <em>gacaca<\/em> que, organizados pela RPF nas cortes locais, tinham car\u00e1ter fraudulento. Ela concorreu \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2010, mas foi presa e condenada a 15 anos de reclus\u00e3o, sendo libertada por indulto presidencial apenas em 2018.&nbsp; Contra ela pesou a acusa\u00e7\u00e3o de que tramava com a Frente Democr\u00e1tica pela Liberta\u00e7\u00e3o de Ruanda \u2013 FDLR, liderada por Hutus envolvidos no genoc\u00eddio, e cometia discurso de \u00f3dio por evocar a mem\u00f3ria tamb\u00e9m de Hutus v\u00edtimas da guerra civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua trajet\u00f3ria demonstra o papel determinante de lideran\u00e7as femininas em movimentos democr\u00e1ticos na \u00c1frica do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MBORI, H. Ingabire Victoire v. Republic of&nbsp; Rwanda. <strong>American Journal of International Law<\/strong>, v. 112, n. 4, p. 713-719, 2018.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MWAMBARI, David. Leadership emergence in post-genocide Rwanda: the role of women in peacebuilding. <strong>African Leadership Centre<\/strong>, v. 2, n. 1, 2017: <a href=\"http:\/\/leadershipandsocieties.com\/index.php\/lds\/article\/view\/65\">http:\/\/leadershipandsocieties.com\/index.php\/lds\/<\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/leadershipandsocieties.com\/index.php\/lds\/article\/view\/65\" target=\"_blank\">article\/view\/65<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cVictoire Ingabire Umuhoza\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 6, p. 100-101.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ativista dos direitos humanos e pol&iacute;tica ruandesa de origem Hutu. Fez parte do Minist&eacute;rio da Economia do pa&iacute;s e atualmente realiza estudos na cidade de Roterdam, na Holanda. Em 1994, no in&iacute;cio do genoc&iacute;dio dos povos tutsis, ela estava em Haia quando soube que seu irm&atilde;o e vizinhos haviam sido mortos por mil&iacute;cias e que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5971,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[289],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/673"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=673"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/673\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}