{"id":682,"date":"2020-06-23T17:22:00","date_gmt":"2020-06-23T17:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=682"},"modified":"2021-01-22T19:29:13","modified_gmt":"2021-01-22T19:29:13","slug":"van-dunem-luzia-1948","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/van-dunem-luzia-1948\/","title":{"rendered":"Luzia Van-D\u00fanem (1948)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em Luanda, Luzia Pereira de Souza Ingl\u00eas Van-D\u00fanem \u00e9 &nbsp;filha de Guilherme Pereira Ingl\u00eas, um importante pastor metodista que participou dos prim\u00f3rdios da resist\u00eancia angolana ao colonialismo Portugu\u00eas, sendo assinado em 1961.&nbsp; Este acontecimento tr\u00e1gico influenciou a decis\u00e3o de Van-D\u00fanem, ainda adolescente, de se exilar no Congo, em 1964, onde completou o estudo secund\u00e1rio e juntou-se ao Movimento Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola \u2013 MPLA em Brazzaville, tornando-se uma das pioneiras da Luta de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional. Ela perdeu v\u00e1rios membros de sua fam\u00edlia durante a luta armada, incluindo uma irm\u00e3 e um irm\u00e3o &#8211; mortos na d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1964 e 1967, Van-D\u00fanem esteve em Kinshasa (Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo) com o MPLA, e depois em Brazzaville (Rep\u00fablica do Congo), onde recebeu instru\u00e7\u00f5es para ser combatente. Passou a maior parte da luta armada na prov\u00edncia Moxico (Angola) ministrando aulas de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Identificada nos documentos da pol\u00edcia pol\u00edtica portuguesa, a PIDE, pelo pseud\u00f4nimo de \u201cNina\u201d, recebeu instru\u00e7\u00e3o militar e treinamento t\u00e9cnico especializado em curso de r\u00e1dio e telecomunica\u00e7\u00f5es realizado na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (1969-1970).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica recebida no exterior, teve destacada atua\u00e7\u00e3o nos setores de log\u00edstica, organiza\u00e7\u00e3o financeira e intelig\u00eancia militar. Em 1973 foi designada como Chefe de Comunica\u00e7\u00f5es de Cassamba e logo passou a chefiar todas as comunica\u00e7\u00f5es do MPLA em Dar-es-Salaam (Tanz\u00e2nia). Com a independ\u00eancia, foi a chefe de gabinete do Centro de Comunica\u00e7\u00f5es do Governo de Agostinho Neto. E a partir de 1979 ocupou postos estrat\u00e9gicos no governo de Jos\u00e9 Eduardo dos Santos. Neste per\u00edodo, transformou o Centro de Telecomunica\u00e7\u00f5es em um \u00f3rg\u00e3o espec\u00edfico de gest\u00e3o e refinamento de informa\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1991-1999 acompanhou o marido, que \u00e9 um diplomata, em servi\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de Angola na ONU, onde coordenou o <em>Grupo de Mulheres Africanas<\/em> naquela institui\u00e7\u00e3o. De retorno ao pa\u00eds, foi eleita Secret\u00e1ria Geral da <em>Organiza\u00e7\u00e3o da Mulher Angolana<\/em> \u2013 OMA, a ala feminina do MPLA criada em 1961, tomando uma s\u00e9rie de iniciativas para que a representatividade das mulheres fosse ampliada no governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2014 tornou-se a primeira mulher a ser promovida ao posto de oficial General, e em 2017 foi eleita para a Assembleia Nacional como deputada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BATS\u00ceKAMA, Patr\u00edcio. A mulher na Luta de Liberta\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o do Etado-na\u00e7\u00e3o em Angola: o Caso de Luzia Ingl\u00eas Van-D\u00fanem. <strong>Hist\u00f3ria<\/strong>, n. 3, 2017: <a href=\"https:\/\/www.historia.uff.br\/cantareira\/v3\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/e25a06.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.historia.uff.br\/cantareira\/v3\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/e25a06.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>MATEUS, Dalila Cabrita. Luzia Ingl\u00eas: Antiga guerrilheira, dirigente da OMA, Angola. In: &nbsp;<strong>Mem\u00f3rias do Colonialismo e da Guerra<\/strong>. Porto, Portugal: Edi\u00e7\u00f5es ASA, 2006, p. 427-443.<\/p>\n\n\n\n<p>REDVERS, Louise. Politics-Angola: a&nbsp; tradition of strong women. <strong>IPS News<\/strong>, 2008: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ipsnews.net\/2008\/11\/politics-angola-a-tradition-of-strong-women\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.ipsnews.net\/2008\/11\/politics-angola-a-tradition-of-strong-women\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>SHELDON, Katleen. Luzia V\u00e1n-Dunem\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 6, p. 112-113.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em Luanda, Luzia Pereira de Souza Ingl&ecirc;s Van-D&uacute;nem &eacute; &nbsp;filha de Guilherme Pereira Ingl&ecirc;s, um importante pastor metodista que participou dos prim&oacute;rdios da resist&ecirc;ncia angolana ao colonialismo Portugu&ecirc;s, sendo assinado em 1961.&nbsp; Este acontecimento tr&aacute;gico influenciou a decis&atilde;o de Van-D&uacute;nem, ainda adolescente, de se exilar no Congo, em 1964, onde completou o estudo secund&aacute;rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5268,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/682"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/682\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}