{"id":751,"date":"2020-06-23T20:40:36","date_gmt":"2020-06-23T20:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=751"},"modified":"2021-01-22T18:26:56","modified_gmt":"2021-01-22T18:26:56","slug":"fatima-al-yusuf-1898-1958","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/fatima-al-yusuf-1898-1958\/","title":{"rendered":"Fatima al-Yusuf (1898-1958)"},"content":{"rendered":"\n<p>Atriz e editora de origem l\u00edbia com atua\u00e7\u00e3o no Egito, com destaque na luta anti-colonial. &nbsp;&nbsp;Nasceu em Tr\u00edpoli. A m\u00e3e faleceu no parto e ela foi abandonada pelo pai, que a deixou com amigos. Aos sete anos fugiu para o Cairo, onde come\u00e7ou a frequentar o teatro. Foi adotada pelo l\u00edder de uma trupe de teatro chamado Aziz Eid, que a alfabetizou e a iniciou em pequenos pap\u00e9is de representa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Assumindo o nome art\u00edstico Rose al-Youssef, ela atuou em grandes companhias, incluindo a Ramsis Theater Company, dirigida por Yusuf Wahbi e se tornou famosa nos palcos eg\u00edpcios. Ela se casou duas vezes e teve dois filhos, Ihsan, nascido em 1919 e Amal, nascida em 1922.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1925, no \u00e1pice de seu sucesso, logo ap\u00f3s ter estrelado uma adapta\u00e7\u00e3o de <em>La Dame aux cam\u00e9lias<\/em> A Dama das Cam\u00e9lias) de Alexander Dumas, ela se aposentou dos palcos e come\u00e7ou sua carreira como editora, fundando a revista semanal Rose al-Yousself.<\/p>\n\n\n\n<p>A revista, originalmente liter\u00e1ria, come\u00e7ou a expandir suas publica\u00e7\u00f5es depois da entrada de dois importantes colaboradores: Makram Ubayd, secret\u00e1rio-geral do Wafd, principal partido nacionalista do Egito, e Muhammad al-Tabie, um jornalista muito respeitado e conhecido. A revista se tornou um dos mais importantes meios de divulga\u00e7\u00e3o sobre artes, cultura e pol\u00edtica do Egito.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica muitas vezes foi um grande obst\u00e1culo para Youssef, que enfrentou censuras e persegui\u00e7\u00f5es, consequ\u00eancias de seu posicionamento editorial, participa\u00e7\u00e3o em manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas durante atividades anti-coloniais contra o governo Brit\u00e2nico. Como editora e Jornalista, ela foi uma das mulheres mais influentes de sua \u00e9poca, servindo, n\u00e3o s\u00f3, como influ\u00eancia para escritores, artistas e intelectuais de destaque, como tamb\u00e9m para as novas gera\u00e7\u00f5es do mundo \u00e1rabe. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GORDON, Joel. \u201cFatima al-Yusuf\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 6, p. 219-220.<\/p>\n\n\n\n<p>YUSUF, Fatima. <strong>Dhikrayat<\/strong>. Cairo: Rose al-Yusuf Fondation, 1953.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atriz e editora de origem l&iacute;bia com atua&ccedil;&atilde;o no Egito, com destaque na luta anti-colonial. &nbsp;&nbsp;Nasceu em Tr&iacute;poli. A m&atilde;e faleceu no parto e ela foi abandonada pelo pai, que a deixou com amigos. Aos sete anos fugiu para o Cairo, onde come&ccedil;ou a frequentar o teatro. Foi adotada pelo l&iacute;der de uma trupe de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5117,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/751"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=751"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/751\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}