{"id":765,"date":"2020-06-23T21:12:27","date_gmt":"2020-06-23T21:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=765"},"modified":"2021-01-28T14:39:06","modified_gmt":"2021-01-28T14:39:06","slug":"latifa-al-zayyat-1923-1996","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/latifa-al-zayyat-1923-1996\/","title":{"rendered":"Latifa al-Zayyat (1923-1996)"},"content":{"rendered":"\n<p>Escritora e ativista pol\u00edtica eg\u00edpcia, nasceu em Damietta, onde morou at\u00e9 os seis anos de idade, e indo posteriormente para Mansura e para o Cairo. Seu pai era funcion\u00e1rio do governo e participava de conselhos municipais em todo o Egito. Ao longo da vida ela se envolveu em diversos acontecimentos da hist\u00f3ria de seu pa\u00eds, com destaque na luta anti-colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1942 e 1946 ela estudou literatura inglesa na Universidade do Cairo, onde tamb\u00e9m atuou no movimento estudantil. Foi eleita secret\u00e1ria geral do Comit\u00ea Nacional de Trabalhadores e Estudantes e liderou manifesta\u00e7\u00f5es contra a presen\u00e7a brit\u00e2nica. Em mar\u00e7o de 1949, ela e o marido foram condenados e cumpriram tr\u00eas anos de pris\u00e3o devido as suas atividades de contesta\u00e7\u00e3o as autoridades coloniais eg\u00edpcias e brit\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1957 ela defendeu sua tese de doutorado e se tornou professora de literatura inglesa na universidade de \u2018Ain Shams. Alguns anos mais tarde publicou seu primeiro romance, <em>Al-Bab al-maftuh<\/em>, traduzido ao ingl\u00eas com o t\u00edtulo <em>Open the door<\/em> (A porta aberta) (1960), que veio a se tornar um cl\u00e1ssico da literatura eg\u00edpcia e que narra diversos epis\u00f3dios da luta anti-colonial, e colet\u00e2neas de contos, uma pe\u00e7a e diversos romances.<\/p>\n\n\n\n<p>No final dos anos 1960 Latifa retomou seu trabalho p\u00fablico e pol\u00edtico, com destacada lideran\u00e7a acad\u00eamica.&nbsp; Liderou grupos como<em> Egyptian Academy of Fine Arts<\/em> (Academia Eg\u00edcia de Belas Artes), chefiou o Departamento de Ingl\u00eas da Universidade de \u2018Ain Shams e fundou o Comit\u00ea de Defesa da Cultura Nacional. Ela publicou sua autobiografia em 1992, onde relatou suas experi\u00eancias durante o tempo em que esteve presa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu ativismo, habilidade e influ\u00eancia pol\u00edtica Latifa ganhou diversos pr\u00eamios, seu trabalho foi de grande import\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 para a literatura, mas tamb\u00e9m para cultura, o desenvolvimento social das mulheres e dos direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BENNETT, Sophie. \u201cA life of one\u2019s own\u201d. In: ROBIN OSTLE, Ed de Moor; wild, Stefan (Eds). <strong>Writing the self<\/strong>: autobiographicaal writing in modern arabic literature.&nbsp; Londres: Saqi Books, 1998, p. 283-291. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MEHREZ, Samia. <strong>Egypt\u2019s culture wars<\/strong>: politics and pratice. Londres; Nova Iorque: Routledge; Tayor &amp; Francisc, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>NASSER, Tahia Abdel. \u201cLatifa al-Zayyat\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 6, p. 237-238.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora e ativista pol&iacute;tica eg&iacute;pcia, nasceu em Damietta, onde morou at&eacute; os seis anos de idade, e indo posteriormente para Mansura e para o Cairo. Seu pai era funcion&aacute;rio do governo e participava de conselhos municipais em todo o Egito. 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