{"id":809,"date":"2020-06-24T01:52:02","date_gmt":"2020-06-24T01:52:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=809"},"modified":"2021-03-07T21:30:55","modified_gmt":"2021-03-07T21:30:55","slug":"buchi-emecheta-1944","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/buchi-emecheta-1944\/","title":{"rendered":"Buchi Emecheta (1944-2017)"},"content":{"rendered":"\n<p>Romancista nigeriana,nasceu com o nome de Florence Onyebuchi Emecheta, nas proximidades de Lagos, Nig\u00e9ria, de uma fam\u00edlia de origem \u00e9tnica igbo. Ela foi educada no prim\u00e1rio em uma escola batista e no secund\u00e1rio em uma escola metodista para meninas em Lagos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Casou-se em 1960 com Sylvester Onwordi eles tiveram dois filhos antes de irem trabalhar na Inglaterra (1962), e depois ela teve mais tr\u00eas filhos. Separada em 1966, come\u00e7ou a carreira de escritora conjugando a educa\u00e7\u00e3o dos cinco filhos e os estudos na Universidade de Londres, onde obteve o diploma de bacharelado em Sociologia (1974), o mestrado (1976) e o doutorado em Educa\u00e7\u00e3o (1991).<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu primeiro romance, <em>In the ditch<\/em> (No fundo do po\u00e7o) (1972), em que retrata suas experi\u00eancias como imigrante, resulta de uma s\u00e9rie de artigos que ela publicou no jornal The New Statesman. Seus mais de vinte livros tratam em geral das press\u00f5es sociais sobre as mulheres africanas. <em>The joys of motherhood<\/em> (As alegrias da maternidade) (1979), com seu t\u00edtulo ir\u00f4nico, costuma ser utilizado como material de apoio para discutir na escola o peso das expectativas da tradi\u00e7\u00e3o sobre as mulheres e as mudan\u00e7as introduzidas pelo colonialismo. Em obra mais recente, Kehinde (1994), o enredo gira em torno de uma mulher que, depois de mo<strong>r<\/strong>ar em Londres por dezesseis anos<strong>,<\/strong> \u00e9 obrigada a voltar \u00e0 Nig\u00e9ria acompanhando o marido. Os conflitos da\u00ed resultantes em suas vidas refletem as experi\u00eancias de muitas mulheres da di\u00e1spora africana moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Emecheta trabalhou no Museu Brit\u00e2nico na d\u00e9cada de 1960, e atuou como jovem trabalhadora para a Inner London Education Authority nos anos 1970.&nbsp; Depois que os seus livros se tornaram bem-sucedidos ela deu aulas em diversos lugares, inclusive na Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia, na Universidade de Rutgers e na Universidade da Calif\u00f3rnia, na Universidade de Los Angeles e de Illinois, entre outras.&nbsp; Ela foi premiada com a Ordem do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico em 2005.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FISBUN, Katherine. <strong>Reading Buchi Emecheta<\/strong>: cross cultural conversations. Westport: Greenwood Press, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>SHELDON, Katleen. \u201cBuchi Emecheta\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 2, p. 298-299.<\/p>\n\n\n\n<p>UMEH, Marie. <strong>Emerging perspectives on Buchi Emecheta<\/strong>. Trenton: Africa World Press, 1996.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Romancista nigeriana,nasceu com o nome de Florence Onyebuchi Emecheta, nas proximidades de Lagos, Nig&eacute;ria, de uma fam&iacute;lia de origem &eacute;tnica igbo. 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