{"id":870,"date":"2020-06-24T13:55:42","date_gmt":"2020-06-24T13:55:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=870"},"modified":"2021-01-22T18:19:01","modified_gmt":"2021-01-22T18:19:01","slug":"elisabeth-kayissan-pognon-1937","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/elisabeth-kayissan-pognon-1937\/","title":{"rendered":"Elisabeth Kayissan Pognon (1937)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nasceu durante o per\u00edodo colonial franc\u00eas no ent\u00e3o Daom\u00e9, que posteriormente, em 1975, passou a se chamar Rep\u00fablica do Benin. Estudou direito em Bourdeaux e em Paris e deu in\u00edcio \u00e0 carreira como magistrada em 1965. Lecionou no Centre des Formations Administrative et Professionelle (Centro de Forma\u00e7\u00f5es Administrativa e Profissional)<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1990 ela presidiu a Corte de Primeira Inst\u00e2ncia em Cotonou; depois atuou como conselheira na Corte de Apela\u00e7\u00f5es e mais tarde na Suprema Corte do pa\u00eds. Em 1992 ela teve papel determinante na Corte Constitucional durante o processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e foi presidenta da Corte Constitucional (1993-1998), quando ganhou o apelido de \u201cdama de ferro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds passou por muitos momentos tortuosos desde o processo de Independ\u00eancia em 1960: crises constitucionais, tentativas de golpe, sete golpes militares e, finalmente um golpe de estado liderado por civis. Nas elei\u00e7\u00f5es de 1996, ela e seus colegas receberam amea\u00e7as de morte de um grupo denominado \u201cPatriotas do Sul\u201d, mas deram posse ao candidato eleito pelo voto, Matthieu K\u00e9r\u00e9kou. Um ano mais tarde este foi confrontado pela Corte Constitucional presidida por ela quando assinou uma lei que anistiava 30 militantes entre seus partid\u00e1rios que tinham sido condenados por participar de uma tentativa de golpe de Estado no governo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Pognon foi reconhecido internacionalmente: em 1996 ela foi premiada com o Africa Award, na Alemanha, e a partir de 2007 passou a integrar uma das comiss\u00f5es da Uni\u00e3o Africana representando a regi\u00e3o da \u00c1frica ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AIVO, Fr\u00e9d\u00e9ric Jo\u00ebl. <strong>Juge constitutionnel et l\u2019\u00e9tat de droit en Afrique<\/strong>: l\u2019exemple du modele b\u00e9ninois. Paris: L\u2019Harmattan, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>KOHNERT, Dirk. \u201cElizabeth Kayissan Pognon\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 115-116.<\/p>\n\n\n\n<p>POGNON, Elisabeth K. La cour constitutionnelle et la protection juridique des droits de l\u2019homme en R\u00e9publique du B\u00e9nin. <strong>D\u00e9veloppement et Coop\u00e9ration<\/strong> , Bonn, v. 5, p.&nbsp; 23 \u2013 25, 1998.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu durante o per&iacute;odo colonial franc&ecirc;s no ent&atilde;o Daom&eacute;, que posteriormente, em 1975, passou a se chamar Rep&uacute;blica do Benin. Estudou direito em Bourdeaux e em Paris e deu in&iacute;cio &agrave; carreira como magistrada em 1965. Lecionou no Centre des Formations Administrative et Professionelle (Centro de Forma&ccedil;&otilde;es Administrativa e Profissional) Nos anos 1990 ela presidiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5089,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/870"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=870"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/870\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}