{"id":911,"date":"2020-06-24T15:31:54","date_gmt":"2020-06-24T15:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=911"},"modified":"2021-01-22T18:02:24","modified_gmt":"2021-01-22T18:02:24","slug":"cheikha-rimitti-1923-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/cheikha-rimitti-1923-2006\/","title":{"rendered":"Cheikha Rimitti (1923-2006)"},"content":{"rendered":"\n<p>Cantora conhecida por sua voz profunda e suas letras desavergonhadas, nasceu com o nome Saadia na aldeia de Tessala, na Arg\u00e9lia. Ficou \u00f3rf\u00e3 quando crian\u00e7a e foi for\u00e7ada a trabalhar para se sustentar. Como ela disse mais tarde: \u201cA mis\u00e9ria foi como uma escola para mim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua carreira musical come\u00e7ou quando aos 14 anos ela se juntou a um grupo que tocava m\u00fasica tradicional argelina. Depois de cinco anos com eles, ela se mudou para a cidade de Relizane, onde escreveu sua primeira composi\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o foi alfabetizada, e suas can\u00e7\u00f5es contavam com um uso de g\u00edrias e dialetos, inspirada na tradi\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es obscenas de mulheres que antes eram cantadas apenas em locais privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1940 ela conheceu o m\u00fasico Cheik Mohammed Ould Ennems, com quem foi para Argel. Sua primeira grava\u00e7\u00e3o ocorreu em 1952, seguida em 1954 pela m\u00fasica Charrak Gatt\u00e0, que significa \u201cLacerado, lacrimejante\u201d, considerada escandalosa. Condenada pelos l\u00edderes mu\u00e7ulmanos em 1962, suas can\u00e7\u00f5es foram proibidas na Arg\u00e9lia. Ela era popular entre os imigrantes argelinos na Fran\u00e7a, para quem fazia apresenta\u00e7\u00f5es privadas. Em 1971, sofreu um acidente que matou tr\u00eas dos m\u00fasicos de sua banda e a feriu gravemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Rimitti realizou a peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Meca em 1976 e essa experi\u00eancia religiosa a levou a parar de fumar e beber, mas suas can\u00e7\u00f5es continuaram com os mesmos temas. Ela se estabeleceu em Paris em 1978 e nunca mais se apresentou na Arg\u00e9lia. Ela desenvolveu uma forma eletr\u00f4nica de ra\u00ef, estilo musical argelino pelo qual era conhecida. Sua voz era gravada em Paris e os instrumentos musicais eram gravados em Los Angeles e depois mesclados.<\/p>\n\n\n\n<p>Jovens cantores argelinos a reivindicam como inspira\u00e7\u00e3o, como na homenagem de Rachid Taha, na can\u00e7\u00e3o <em>Rimitti<\/em>. Em 2006 ela lan\u00e7ou o \u00e1lbum <em>Nta Goudami <\/em>e se apresentou no Zenith, em Paris, apenas dois dias antes de morrer de um ataque card\u00edaco. Durante uma carreira de cinquenta anos ela escreveu mais de 200 m\u00fasicas e gravou centenas de fitas K7 e de \u00e1lbuns em LPs.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MEADLEY, Phil. Cheikha Rimitti: singer known as the &#8216;Mother of Rai&#8217;.<strong> The Independent<\/strong>, Londres, 29\/05\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>RIMITTI,  Cheikha. I<strong>nterview by Banning Eyre<\/strong>. New York, 2001. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.afropop.org\/multi\/ interview\/ID\/13\/Cheikha+Rimitti\" target=\"_blank\">http:\/\/www.afropop.org\/multi\/ interview\/ID\/13\/Cheikha+Rimitti<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>SHELDON, Katleen. \u201cCheikha Rimitti\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 203.<\/p>\n\n\n\n<p>VIROLLE-SOUIB\u00c8S, M.. The Singing Poetry of Cheikha Rimitti. <strong>Actes de la Recherche en Sciences Sociales<\/strong>, n. 99, p. 16-20, 1993.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cantora conhecida por sua voz profunda e suas letras desavergonhadas, nasceu com o nome Saadia na aldeia de Tessala, na Arg&eacute;lia. Ficou &oacute;rf&atilde; quando crian&ccedil;a e foi for&ccedil;ada a trabalhar para se sustentar. Como ela disse mais tarde: &ldquo;A mis&eacute;ria foi como uma escola para mim&rdquo;. Sua carreira musical come&ccedil;ou quando aos 14 anos ela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5038,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[145],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/911"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=911"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/911\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}