{"id":914,"date":"2020-06-24T15:40:22","date_gmt":"2020-06-24T15:40:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=914"},"modified":"2021-03-07T21:32:46","modified_gmt":"2021-03-07T21:32:46","slug":"ririkumutima-1927","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/ririkumutima-1927\/","title":{"rendered":"Ririkumutima (+ 1927)"},"content":{"rendered":"\n<p>Rainha-m\u00e3e do Burundi e l\u00edder pol\u00edtica. Quando as for\u00e7as alem\u00e3s chegaram ao reino em meados da d\u00e9cada de 1890, Mwezi Gisabo, seu marido, deteve os esfor\u00e7os dos oficiais alem\u00e3es para derrotar seu reino atrav\u00e9s da for\u00e7a militar, mas aceitou a autoridade alem\u00e3 em 1903 no Tratado de Kiganda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ririkumutima era a esposa favorita de Mwezi Gisabo com quem teve quatro filhos: Karabona, Bishinga, Nduwumwe e Bangura. Possu\u00eda grande poder por direito pr\u00f3prio. De acordo com relatos orais, ela interveio em nome de um homem falsamente acusado por membros da corte real e exigiu que o caso fosse julgado pelo conselho real de Bashingantahe, que absolveu o r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da morte do rei em 1908, Ririkumutima &nbsp;exerceu influ\u00eancia pessoal na sucess\u00e3o que decidiu pela ascens\u00e3o de Mwezi Gisabo, entronizado como Rei Mutaga, e disputou com um alto membro da linhagem real, o tio do rei, Ntarurega, &nbsp;pelas principais responsabilidades de administrar o governo do Burundi.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveitando essas dissen\u00e7\u00f5es internas, os alem\u00e3es passaram a apoiar outro governante no Estado de Burundi Kilima, o que fez com que o reino ficasse dividido entre tr\u00eas grupos governantes. Com a morte de Mutaga em 1915 Ririkumutima eliminou outros pretendentes e se aliou aos germ\u00e2nicos, enquanto Ntarurega apoiou o avan\u00e7o dos belgas. Esse clima de guerra se prolongou at\u00e9 1917, quando ela morreu em circunst\u00e2ncias mal explicadas &#8211; segundo a tradi\u00e7\u00e3o, por estrangulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua morte favoreceu a nova administra\u00e7\u00e3o belga e seus inimigos na corte. Ela foi enterrada na floresta sagrada de Mpotsa, com as demais rainhas-m\u00e3es do Burundi. Sua posi\u00e7\u00e3o de poder e a excepcional capacidade de manobra e de manipula\u00e7\u00e3o sugerem n\u00e3o apenas o poder de mulheres governantas antes do per\u00edodo colonial, mas que algumas delas podiam ser t\u00e3o maquiav\u00e9licas quanto qualquer l\u00edder do sexo masculino.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GAHAMA, Joseph. <strong>Le Burundi sous administration belge<\/strong>. &nbsp;Paris: Karthala, 1983.<\/p>\n\n\n\n<p>NDIHOKUBWAYO, Jean Berchmans; Ndayisenga; Appolinaire. <strong>Reflection on the place of women in burundian society<\/strong>. Dispon\u00edvel online: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Jean_Ndihokubwayo\/publication\/331284817_Reflection_on_the_place_of_women_in_Burundian_society\/links\/5c7012af299bf1268d1df807\/Reflection-on-the-place-of-women-in-Burundian-society\" target=\"_blank\">https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Jean_Ndihokubwayo\/publication\/331284817_Reflection_on_the_place_of_women_in_Burundian_society\/links\/5c7012af299bf1268d1df807\/Reflection-on-the-place-of-women-in-Burundian-society<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cRirikumutima\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 204-205.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rainha-m&atilde;e do Burundi e l&iacute;der pol&iacute;tica. 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