{"id":927,"date":"2020-06-25T01:36:10","date_gmt":"2020-06-25T01:36:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=927"},"modified":"2021-01-28T14:38:02","modified_gmt":"2021-01-28T14:38:02","slug":"jeanne-marie-ruth-rolland-1937-1995","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/jeanne-marie-ruth-rolland-1937-1995\/","title":{"rendered":"Jeanne-Marie Ruth-Rolland (1937-1995)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida com o nome de Jeanne-Marie Ruth em Bangassou, uma regi\u00e3o predominantemente Nzakara no sudeste da col\u00f4nia francesa de Ubangi-Shari &#8211; atual Rep\u00fablica Centro-Africana. Era filha de pai franc\u00eas e m\u00e3e africana, e teve acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o francesa dispon\u00edvel na regi\u00e3o durante as \u00faltimas d\u00e9cadas de dom\u00ednio colonial. Aos vinte e tr\u00eas anos tornou-se monitora do sistema educacional da col\u00f4nia, e durante esse per\u00edodo casou-se com Jean Rolland, um franc\u00eas que trabalhava no setor de moda, com quem teve cinco filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ruth-Rolland ingressou no servi\u00e7o p\u00fablico da \u00c1frica Central como trabalhadora social e foi designada para o Minist\u00e9rio da Defesa Nacional (1969). Subiu de cargo e se tornou diretora dos servi\u00e7os sociais da Rep\u00fablica Centro Africana. Em seguida tornou-se conselheira do primeiro-ministro em quest\u00f5es de mulheres e do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Assuntos Sociais (1979).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1980, tornou-se presidente da Cruz Vermelha, e tomou v\u00e1rias medidas para ajudar os pobres e as crian\u00e7as de rua, que lhe valeram o apelido carinhoso de Omba Ruth (Tia Ruth). Enquanto ocupava o cargo, viu-se no centro de uma controv\u00e9rsia pol\u00edtica: para se defender das acusa\u00e7\u00f5es de ter ganhado diamantes do ditador Bokassa em 1973, o presidente franc\u00eas Giscard d&#8217;Estaing, afirmou que tinha vendido as gemas e doado o dinheiro para a Cruz Vermelha, mas Jeanne-Marie negou a hist\u00f3ria, e logo foi demitida pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1981 ela assumiu publicamente posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria o governo ditatorial do pa\u00eds, o que a levou \u00e0 pris\u00e3o por tr\u00eas anos em 1986, sob a acusa\u00e7\u00e3o de incitar pessoas a desobedecer as determina\u00e7\u00f5es governamentais. Foi libertada em 1989 e presa novamente no mesmo ano, ap\u00f3s recusar-se a sair do caminho de um s\u00e9quito presidencial, sendo libertada em 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela foi a primeira mulher da \u00c1frica Central a fundar um partido pol\u00edtico, o Parti R\u00e9publicain Centrafricain (Partido da Rep\u00fablica Centro-Africana), que presidiu durante alguns anos (1992-1995), e a primeira mulher africana a concorrer em uma elei\u00e7\u00e3o presidencial (1993). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BRADSHAW, Richard; FANDOS-RIOS, Juan. \u201cJeanne-Marie Ruth-Rolland\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 227-228.<\/p>\n\n\n\n<p>TRIPP, Aili Mari. The new political activism in Africa.&nbsp; <strong>Journal of Democracy<\/strong>, v. 12, n. 3, p. 141-155, 2001.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida com o nome de Jeanne-Marie Ruth em Bangassou, uma regi&atilde;o predominantemente Nzakara no sudeste da col&ocirc;nia francesa de Ubangi-Shari &ndash; atual Rep&uacute;blica Centro-Africana. Era filha de pai franc&ecirc;s e m&atilde;e africana, e teve acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o francesa dispon&iacute;vel na regi&atilde;o durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas de dom&iacute;nio colonial. 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