{"id":949,"date":"2020-06-25T02:27:31","date_gmt":"2020-06-25T02:27:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=949"},"modified":"2021-01-22T20:29:35","modified_gmt":"2021-01-22T20:29:35","slug":"sayyida-al-hurra-c-1492-1552","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/sayyida-al-hurra-c-1492-1552\/","title":{"rendered":"Sayyida al-Hurra (c. 1492\u20131552)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nome pelo qual ficou lembrada Lalla Aicha bint ibn Rachid al-Alami, governadora da cidade de Tetuan, ao norte do Marrocos, por vezes tamb\u00e9m chamada de \u201cSitt al-Hurra\u201d. Era filha de wi Mulay &#8216;Ali Ibn Rashid, emir de Chefchaouen, e de Lalla Zohra Fernandez, originalmente de Veger, comunidade situada perto de C\u00e1diz, ao sul da atual Espanha, em territ\u00f3rio do antigo Reino de Granada. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora numerosos historiadores, tanto europeus como marroquinos, tenham notado sua posi\u00e7\u00e3o eminente como lideran\u00e7a, divergem quanto a sua identidade, alguns considerando-a como governanta e outros apresentando-a como uma \u201cmulher pirata\u201d ou \u201crainha pirata\u201d.&nbsp; Todos concordam por\u00e9m que ela desempenhou um papel de consider\u00e1vel import\u00e2ncia nas rela\u00e7\u00f5es mantidas no Mediterr\u00e2neo no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI. Para os marroquinos ela \u00e9 considerada como \u201cuma das mais importantes figuras femininas do Ocidente isl\u00e2mico na era moderna\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua lideran\u00e7a coincide com um momento em que os portugueses encontravam-se em posi\u00e7\u00e3o de superioridade na luta pela expans\u00e3o mar\u00edtima, e ocupavam parcialmente o norte do Marrocos, com dom\u00ednio sobre Ceuta (1415), Tetun (1437), T\u00e2nger e Arzila (1471). &nbsp;Assim, uma unidade de resist\u00eancia foi estabelecida em Chefchaouen em torno da fam\u00edlia Ibn Rashid, com guerreiros e marinheiros de origem marroquina e de origem andaluza que se organizaram para defender fortalezas e realizar ataques aos ocupantes crist\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse contexto que em 1529, ap\u00f3s a morte de seu marido, que governou T\u00e9tuan, Sayyda tornou-se a \u00faltima pessoa na hist\u00f3ria isl\u00e2mica a receber o t\u00edtulo \u201cal-Hurra\u201d (Rainha). Ela se destacou pela capacidade de lideran\u00e7a junto aos chefes locais, encorajando-os na luta contra os portugueses, e se aliou ao comandante turco Khair-ed-Din Barbarossa (1470 \u2013 1546), dividindo com ele o controle do Mar Mediterr\u00e2neo.&nbsp; Sua influ\u00eancia diminuiu ap\u00f3s a morte de irm\u00e3o, que governava a cidade de Fez e lhe prestava grande apoio, de modo que em 1542&nbsp; ela foi afastada do governo de Tetuan ap\u00f3s um golpe planejado por seu advers\u00e1rio, Hassan Hassin. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GIL GRIMAU, R.. Sayyida al-Hurra, mujer Maroqui de origen Andalusi.<strong> Anaquel de Estudios \u00c1rabes<\/strong>, n. 11, p. 311-320, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>GOZALBES BUSTO, Guillemo. Sit al Hurra, governadora de Tetuan (siglo XVI). In: <strong>Actas del Congreso Internacional &#8211; El Estrecho de Gibraltar<\/strong>. Madrid: UNED, 1988, v. 2, p. 461-479.<\/p>\n\n\n\n<p>LEBBADY, Hasna. \u201cSayyda al-Hurra\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 301-302.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome pelo qual ficou lembrada Lalla Aicha bint ibn Rachid al-Alami, governadora da cidade de Tetuan, ao norte do Marrocos, por vezes tamb&eacute;m chamada de &ldquo;Sitt al-Hurra&rdquo;. 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