{"id":992,"date":"2020-06-25T04:30:29","date_gmt":"2020-06-25T04:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=992"},"modified":"2021-02-05T19:02:23","modified_gmt":"2021-02-05T19:02:23","slug":"albertina-nontsikelelo-sisulu-1918-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/albertina-nontsikelelo-sisulu-1918-2011\/","title":{"rendered":"Albertina Nontsikelelo Sisulu (1918- 2011)"},"content":{"rendered":"\n<p>Ativista antiapartheid, esposa do l\u00edder do African National Congress \u2013 ANC (Congresso Nacional Africano) Walter Sisulu, ganhou proemin\u00eancia por conta pr\u00f3pria e recebeu a denomina\u00e7\u00e3o MaSisulu, \u201cm\u00e3e da na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nasceu em Transkei, no Cabo Oriental, sendo a segunda de cinco crian\u00e7as. Frequentou a escola prim\u00e1ria no distrito de Tsomo, a escola secund\u00e1ria e depois a faculdade cat\u00f3lica chamada Maria Zell, que lhe permitu ser professora. Ela mudou-se para Johanesburgo em 1941 e foi treinada no Hospital Geral de N\u00e3o-Europeus, qualificando-se como enfermeira geral e parteira. Trabalhava no Hospital Geral de Johanesburgo quando conheceu Walter Sisulu, que era membro da ANC, e com quem se casou em 1944.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1949 Albertina passou a fazer parte da Liga das Mulheres do ANC, j\u00e1 durante o regime do Apartheid. Ela foi uma das 20.000 mulheres que marcharam rumo a Pret\u00f3ria em protesto contra as leis do passe (1956). Sua maior preocupa\u00e7\u00e3o era com o impacto da segrega\u00e7\u00e3o racial sobre as crian\u00e7as em decorr\u00eancia da Bantu Education Act (Lei de Educa\u00e7\u00e3o Bantu), criada em 1953, que restringia a forma\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as nas l\u00ednguas bantu ao Departamento de Assuntos dos Nativos, criando al\u00e9m disso escolas segregadas, o que motivou rea\u00e7\u00f5es, protestos e boicotes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua lideran\u00e7a ela foi presa em 1958 e detida em v\u00e1rios outros momentos, enquanto Walter foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua em 1964. Seu ativismo teve continuidade, e em 1983 ela foi co-presidente da rec\u00e9m formada Frente Democr\u00e1tica Unida, que a colocou mais uma vez na mira das autoridades sul-africanas que detinham o poder. Ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o do marido, em 1989, Albertina voltou a participar da organiza\u00e7\u00e3o da Liga das Mulheres e em 1994 foi eleita para o parlamento, onde atuou at\u00e9 1999, quando ela e o marido deixaram a vida p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2011 ela morreu aos 92 anos de idade, e continua sendo uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o. Como disse: \u201cEmbora a pol\u00edtica tenha feito minha vida \u00e1spera, n\u00e3o h\u00e1 absolutamente nada de que me arrependa sobre o que fiz e o que aconteceu comigo e com a minha fam\u00edlia ao longo de todos esses anos. Em vez disso, eu fui fortalecida e me sinto mais mulher do que eu teria sido se minha vida tivesse sido diferente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CHETTY, Suryakanthie. \u201cAlbertina Nontsikelelo Sisulu\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 398-399.<\/p>\n\n\n\n<p>SISULU, E..&nbsp;&nbsp; <strong>Walter and Albertina Sisulu: <\/strong>in our lifetime. Cape Town: David Philip, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>WORDEN, N. <strong>The making of modern South Africa<\/strong>: conquest, segregation and Apartheid. Oxford: Blackwell Publishers, 1994.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ativista antiapartheid, esposa do l&iacute;der do African National Congress &ndash; ANC (Congresso Nacional Africano) Walter Sisulu, ganhou proemin&ecirc;ncia por conta pr&oacute;pria e recebeu a denomina&ccedil;&atilde;o MaSisulu, &ldquo;m&atilde;e da na&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Nasceu em Transkei, no Cabo Oriental, sendo a segunda de cinco crian&ccedil;as. 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