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OBJETIVOS             

Testar métodos para descrição das propriedades físicas dos substratos com base nos procedimentos recomendados pela Comissão Européia de Normatização (CEN) e por outros sistemas internacionalmente consagrados (Alemanha, USA, Austrália, Bélgica e Reino Unido)

Caracterizar fisicamente componentes de substratos disponíveis no país

Desenvolver protocolos analíticos para caracterização física de componentes e substratos

 

JUSTIFICATIVA

            

Com a finalidade de se obterem métodos analíticos que descrevam as propriedades físicas dos substratos com eficiência e que seja adequado às condições dos laboratórios brasileiros serão comparados os métodos adotados na Bélgica, Alemanha, Austrália, Estados Unidos e Reino Unido. Para as análises físicas ainda não existe um método que possa ser adotado como padrão.

Serão utilizadas amostras dos principais componentes de substratos – casca de coco, de pinus e de arroz, cortiça, bagaço de cana compostado, turfa, vermiculita, areia e perlita – usados pela indústria e pelos produtores de plantas, em misturas.

Nessas amostras, repetidas três vezes, serão avaliados a densidade seca, a úmida e a de partícula, a porosidade, a relação sólidos:poros, a curva de retenção e liberação de água; o espaço de aeração, a retenção de água em capacidade de recipiente; a água disponível; a água retida a 100 hPa e a penetrabilidade. Para tais características serão testados os métodos usados na Bélgica descritos por CEN (GABRIELS e VERDONCK, 1991); na Alemanha conforme HOFFMANN (1970); na Áustria recomendados por HANDRECK e BLACK (1999), nos Estados Unidos de acordo com FONTENO et al. (1981) e no Reino Unido descrito por BUNT (1988).

Tais métodos se distinguem por alguns detalhes nos procedimentos, porém com ampla repercussão no cálculo final dos resultados. Entre as variações mais acentuadas, cita-se a forma de determinar a densidade do material. O nível da compactação aplicada na acomodação da amostra no recipiente pode gerar diferenças de até de 15 a 100% sobre o valor final  (KÄMPF et al., 1999). Dado o volume restrito do recipiente de cultivo, bem como a ausência de contato da planta com o lençol freático, considera-se a relação  ar:água  no substrato como sendo de fundamental importância para o desenvolvimento das raízes e, conseqüentemente, da planta. Apesar do método para caracterizar a liberação/retenção de água divulgado por De BOODT e VERDONCK , em 1972, ser amplamente aceito, em especial pelo Comitê de Substrato para Plantas da Sociedade Internacional de Ciências Hortícolas (ISHS), há ainda muitas discussões a respeito dos parâmetros e equipamentos a serem empregados nesse tipo de análise. A quantificação da economia hídrica do solo, bem como do substrato, é de tal forma complexa que motivou a criação de um grupo internacional para discussão por via eletrônica, denominado SOWACS (Soil and Water Content Sensors:  http://www.sowacs.com )

Os resultados encontrados nas análises serão avaliados estatisticamente por análise de variância, correlação e regressão, sempre que possível. Na escolha dos métodos a serem selecionados para o protocolo serão levados em conta os índices CV (Coeficiente de Variação) e DMS-r (Diferença Mínima Significativa relativa) das avaliações, buscando-se aquele procedimento que reuna características de praticidade, precisão e fidelidade nos resultados. Além dessas características, a facilidade e rapidez da análise serão importantes para selecionar os métodos que sejam mais adequados ao contexto brasileiro, de acordo com os materiais analisados e a disponibilidade de equipamentos em uso nos laboratórios.

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