SEMINARIO EM CIENCIA DO SOLO

"Rastreabilidade da origem geográfica de Cannabis sativa L. utilizando espectroscopia no infravermelho próximo e médio e quimiometria".

Mariana Fernandes Ramos
Tecnóloga em Gestão Ambiental (IFSul-Rio-Grandense)
MSc Recursos Hídricos (UFPel)

Orientador: Flávio A. de Oliveira Camargo

Data 16/05/2018 14 h SALA PG08

Resumo:
Maconha é a droga ilícita mais consumida mundialmente. Apesar disso, o cultivo de Cannabis é reportado na maioria dos países e a cada ano aumenta a quantidade apreendida. Considerando os efeitos adversos e até mesmo irreversíveis que o consumo de maconha pode causar, a repressão ao cultivo e ao tráfico se intensifica em países como o Brasil, já que seu extenso território e diversas fronteiras possibilitam a ocorrência de tráfico internacional, evidenciando a necessidade de estabelecer um sistema para rastrear a origem geográfica das amostras apreendidas. Uma ferramenta ainda não utilizada com essa finalidade, a espectroscopia no infravermelho, é uma técnica rápida, de baixo custo e não destrutiva que, aliada a análise multivariada, é capaz de fornecer uma análise qualitativa e de relacionar as amostras com seus locais de origem. O objetivo foi rastrear a origem geográfica de Cannabis em território brasileiro, e para tanto utilizou-se amostras provenientes de duas operações de apreensão da Polícia Federal do Brasil, uma ocorrida em 2014 e a outra em 2017. As amostras foram secas em estufa (as de 2014 a 105ºC por 24 horas e as de 2017 a 40ºC por 7 dias), moídas e posteriormente analisadas por NIR, ATR e DRIFT (MIR), e os dados avaliados por PCA. Concluiu-se que a espectroscopia no NIR e MIR juntamente com a quimiometria obteve êxito em realizar o rastreamento da origem geográfica de Cannabis.